Alessandro estava sentado em seu escritório, seus dedos batendo levemente na polida mesa de mogno. O brilho suave da tela do laptop lançava uma luz dura em seus traços severos, destacando a tensão gravada em seu rosto. Matteo estava sentado em frente a ele, sua postura rígida e os olhos cheios de preocupação. Lucas estava ao lado de Matteo, sua linguagem corporal refletindo o estresse palpável que preenchia a sala.
— Descobriu quem estava por trás de colocar a bomba em seu carro? — a voz de Matteo quebrou o silêncio, seu tom carregado de urgência.
— A pessoa que colocou a bomba foi pega, mas ele não era o principal culpado — Alessandro respondeu, beliscando a ponte do nariz em frustração.
— Então quem é o principal culpado? — Matteo pressionou, inclinando-se para a frente.
— Isso ainda é um mistério — Lucas interveio antes que Alessandro pudesse responder. — Mas temos uma pista de que é alguém próximo ao Chefe.
As sobrancelhas de Matteo se ergueram com a revelação.
— Isso é um assunto muito sério, não podemos correr riscos. Nesse cenário, sua vida está em perigo até que o principal culpado seja pego.
A expressão de Alessandro permanecia severa e indecifrável, sua mandíbula cerrada ao falar. — Não se preocupe, nada vai acontecer comigo. No entanto, não estou preocupado comigo mesmo, mas sim com as pessoas próximas a mim. Elas estão em perigo por minha causa — ele disse friamente. Matteo entendeu de quem ele estava falando: Mia e as crianças.
— Mas quem quer que seja o culpado, não pode permanecer nas sombras para sempre. Eu armei uma armadilha, e vamos pegá-lo muito em breve — Alessandro continuou, seus olhos brilhando com uma conspiração astuta.
Quem quer que tenha planejado isso contra ele parecia estar muito confiante ou não sabia o quão implacável Alessandro Valentino poderia ser. A pessoa estava a apenas um fio da morte assim que Alessandro o encontrasse. O pensamento tornava os belos traços de Alessandro ainda mais assustadores naquele momento, uma visão que poderia fazer o culpado confessar seu crime de puro medo.
De repente, o telefone de Alessandro tocou, tirando-o de seus perigosos planos. Ele deu uma olhada rápida no telefone, e sua expressão suavizou. A tela mostrava uma notificação sobre uma mensagem de texto de Mia. Ele suspirou ao abrir a mensagem.
Mia vinha insistindo para que ele fosse até sua mansão, onde ela estava trabalhando no design de interiores, pois precisava de algumas ideias dele. Mas Alessandro continuava inventando desculpas sobre estar ocupado e com uma carga de trabalho extra, para que ela pudesse continuar o design sozinha.
Na realidade, ele não confiava em si mesmo perto dela e tinha medo de baixar a guarda se ela aparecesse na frente dele. Ele preferia manter distância e ser rude com ela e as crianças para que pudessem esquecê-lo, considerando-o o monstro sem coração que sua reputação sugerira.
Seu coração batia em um ritmo diferente ao ler uma mensagem de texto de sua amada esposa:
— Você vem hoje, Sr. Valentino? Estou esperando por você há dias para confirmar o design final.
Ele podia sentir a frustração por trás de suas palavras, mas intencionalmente decidiu deixá-la mais chateada.

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