— Louis Moreau precisa pagar pelo que fez a você! — Mia rangeu os dentes, seus olhos fixos em um ponto distante enquanto tentava conter sua raiva. Então, ela mudou seu olhar para Adam e disse: — Precisamos fazer uma reclamação contra Louis Moreau.
— Sim, e eu farei isso assim que amanhecer. — Adam declarou com determinação, sua voz firme apesar de seu estado enfraquecido. Mia assentiu, entendendo que Adam precisava descansar para se recuperar de seus ferimentos.
— Tudo bem, eu vou ficar aqui com você esta noite — Mia ofereceu, seu tom gentil, mas relutante.
— Não precisa, Mia. Gia e Maximo ficarão sozinhos e precisam de você — Adam disse com um sorriso fraco. Ele sempre se importou com os gêmeos desde o início. Mesmo sabendo que Mia não iria se casar com ele, ele ainda não conseguia se forçar a abrir mão do amor e do cuidado que desenvolvera por eles ao longo dos anos.
— Emily está com eles, então não se preocupe — Mia o tranquilizou. — Ficarei e não está aberto a discussões. — Insistiu, sua voz não deixando espaço para argumentos.
Adam riu suavemente de sua determinação, sentindo um calor em seu coração.
— Está bem, senhora — ele disse, tocando a testa em uma saudação brincalhona.
Mia devolveu seu sorriso e estendeu a mão para alisar sua coberta.
— Agora durma um pouco. Nós conversaremos mais tarde — ela ordenou gentilmente, e Adam cedeu sem discutir, seu cansaço tomando conta.
Enquanto Adam fechava os olhos, Mia pegou seu telefone e ligou para Emily. Em sua pressa e pânico, ela havia esquecido de informá-la sobre Adam. Emily atendeu rapidamente, sua voz cheia de preocupação.
— Emily, sou eu. Eu queria te avisar que Adam foi encontrado — Mia disse em voz baixa, não querendo perturbar o sono de Adam.
— Ah, graças a Deus — Emily respirou, o alívio evidente em seu tom. — Ele está bem?
— Ele está seguro agora, mas está ferido, precisa descansar um pouco — Mia explicou, olhando para Adam que dormia.
— Oh, Mia. Obrigada por me avisar. Eu estava tão preocupada — Emily suspirou enquanto a tensão em sua voz diminuía.
Mia assentiu, mesmo que Emily não pudesse vê-la.
— Emily, eu vou ficar com ele esta noite, mas vou verificar Gia e Maximo assim que amanhecer. Eles estão bem? — Ela mordeu o lábio, esperando pela resposta de sua melhor amiga.
— Eles estão bem. Estamos lendo uma história para dormir agora. Não se preocupe com eles, Mia. Apenas cuide de Adam — Emily a tranquilizou.
— Obrigada, Emily — Mia disse, sentindo um peso sair de seus ombros.
— Claro. Cuide-se — Emily respondeu antes de desligar.
Mia guardou seu telefone e olhou para Adam, que já estava adormecido. Ela se acomodou na cadeira ao lado de sua cama. Depois de um tempo, enquanto rolava seu telefone para verificar mensagens e e-mails, lendo algumas notícias, ela não percebeu quando adormeceu. Em seu sono, ela sentiu alguém gentilmente a levantar e levá-la para uma cama macia, cobrindo-a com um cobertor. Ela pensou que estava sonhando.
Quando acordou, encontrou-se deitada em uma cama colocada em um canto do quarto do hospital de Adam. Ela bocejou, esticando as mãos acima da cabeça, e então ouviu alguns ruídos. A preocupação com a saúde de Adam surgiu em sua mente, e ela se apressou em direção a ele, encontrando enfermeiras e o médico verificando seus sinais vitais.
— Como você está se sentindo agora? — Mia perguntou a Adam, sua testa franzida com profunda preocupação.
— Estou me sentindo melhor — Adam respondeu, oferecendo-lhe um sorriso tranquilizador.
— Bom dia, Senhorita Peterson — o médico a cumprimentou calorosamente.

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