As pupilas de Jaqueline se contraíram de repente: "Não, mamãe—"
Davi: "Mamãe—"
Kleber: "Mamãe—"
Vozes dilacerantes ecoaram ao mesmo tempo.
Jaqueline tentou avançar, mas Sávio a segurou fortemente nos braços: "Jackie, não vá, tem um colchão de ar lá embaixo, não vai colocar a vida em risco. Vamos descer primeiro."
Lágrimas desciam pelo rosto de Jaqueline. Ela realmente não imaginava que Valéria, para protegê-la, puxaria Jamile para pular junto.
Antes, ela realmente não queria perdoá-la, mas, depois que engravidou, embora os enjoos não fossem tão severos, sentia-se exausta e indisposta.
Independentemente de onde se sentasse, estava sempre sonolenta.
Ela se lembrou do passado de Valéria, que nunca soube quem era seu verdadeiro pai, mas mesmo assim decidiu tê-la, e sem saber que Jamile não era sua filha biológica, ainda lhe deu o melhor carinho.
Se naquele tempo não tivesse sido trocada por Leandro Pires, Valéria a teria amado como amou Jamile.
"Não, como ela pode morrer? Eu acabei de perdoá-la, acabei de chamá-la de mãe, como ela pode me deixar assim? Ela logo conheceria seu neto."
Jaqueline não conseguia acreditar. Sua mãe biológica acabara de pular do prédio diante de seus olhos.
Isso doía mais do que quando, na vida passada, ela fora empurrada dali.
Descobriu que ver um ente querido sofrer diante de si era ainda mais doloroso do que a própria morte.
Quando era apenas uma alma, viu o avô e o irmão partirem, e sentiu uma dor tão intensa que deformava até o espírito.
Nesta vida, ela deixara tudo para trás, justamente para não passar por essa dor de novo.
Mas acabou passando.
Sávio, vendo que ela estava emocionalmente abalada, preocupou-se e a consolou baixinho: "Jackie, acalme-se, ela vai ficar bem. Vamos descer agora para vê-la."
Jaqueline: "Está bem!"
Sávio olhou para Cíntia: "Cíntia, por favor, ajude a soltar as cordas deles. Vou descer agora com a Jackie."
Valéria estava deitada sobre o colchão de ar, desacordada pelo impacto.
Já Jamile, que caiu junto com ela, não teve a mesma sorte.
Ao cair, foi lançada para o lado, e seu corpo caiu exatamente no chão, a poucos centímetros do colchão de ar.
Tremia dos pés à cabeça, sangue escorria pelo canto da boca.
Ainda respirava, e seu olhar estava fixo em Sávio, que se aproximava com Jaqueline nos braços.
"Por… que, nesta vida… sou eu, e não Jaqueline?"
Sávio colocou Jaqueline no chão. De cima, Jaqueline olhou para Jamile.
"Jamile, como é a sensação de estar à beira da morte? Como é sentir o corpo despedaçando? Dói, não é? É desesperador, assustador."
Jamile a encarou fixamente, mas seu olhar não era de desespero, nem de dor, e sim de inconformismo.

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