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De Volta para o Amor Perdido? Que Bobagem! romance Capítulo 497

— Quer ver mais? — André lhe perguntou. — Eu não tenho medo de te mostrar, meu único receio é que você não aguente ver.

Uma forte frieza cintilou nos olhos de Leandro, enquanto um sorriso de escárnio surgiu nos seus lábios. — Fiquei sabendo que você e a minha ex-mulher terminaram. Heh, pensar que você foi deixado por ela... Pelo visto, você não é o tipo de mercadoria que agrada ao mercado.

Leandro acomodou-se na cadeira com um ar descontraído, olhando as pessoas ao seu redor como se fossem vira-latas e exibindo sem restrições a sua superioridade e distinção.

A voz de André assumiu um tom grave. — Anteriormente, a Luciana e eu estávamos namorando, mas o nosso relacionamento era apenas um contrato, como de costume nesse meio. Presidente Ferreira, acredito que conheça bem as artimanhas dessa área.

— Heh! — Leandro emitiu uma risada fria, contendo setenta por cento de descaso e trinta por cento de indiferença.

— Mas atuar juntos acaba despertando emoções com o tempo, sabe como é. E agora, eu estou indo atrás dela de verdade.

O olhar de André passou pelo rosto de Leandro, os seus olhos transbordando de deboche. — O triste é que alguns nem o direito de correr atrás têm.

— Correr atrás de quem? — Leandro perguntou seriamente. — Da minha ex-mulher? Pra mim, há necessidade disso?

O sorriso no rosto de André alargou-se. — Então, peço que nos deseje felicidades, parceiro ex-marido~

Leandro apertou as mãos em punho, as veias saltando do dorso de suas mãos.

Os altos executivos do Grupo Ferreira que estavam sentados atrás dele até tiraram o lenço para secar a testa, tomados pela sensação estranha de que veriam sangue sendo derramado nos seus próprios rostos a qualquer instante.

— Papai!

O Secretário Gabriel vinha conduzindo Dudu. Ao notar a aproximação do filho, Leandro perguntou, confuso: — O que você está fazendo aqui?

Dudu respondeu com empolgação: — Foi um passeio organizado pela escola! Não achei que o papai fosse vir também! Posso sentar do seu lado?

Foi então que Leandro percebeu o grande grupo de crianças sentado nas arquibancadas logo do outro lado da área. E, com uma rápida olhada, conseguiu encontrar Ju e Edson no meio do aglomerado.

Edson vestia o uniforme escolar e a sua aparência era indiscutivelmente a mais proeminente entre os alunos.

Ju segurava firmemente a sua mão, a despeito de as mãos dele estarem encharcadas de suor — um suor que parecia escorrer entre os dedos dos dois.

Ju notou a presença dos adultos sentados do outro lado, saltitando e balançando as mãos para eles.

Ao ver a filha, o semblante constantemente fechado de Leandro derreteu-se como uma geleira, com os cantos de seus lábios se erguendo.

Ju certamente sentia muitas saudades dele, não é mesmo?

Logo, porém, presumiu a origem das observações daquelas pessoas em relação a Luciana. — Tendo ficado do meu lado durante todos esses anos, ela acabou pegando algumas das minhas artimanhas para liderar os subordinados.

O ancião concordou veementemente, assentindo de cima a baixo.

Quando André ouviu o que Leandro disse, soltou uma baixa risada de deboche da garganta. — Leandro, a sua pele tá meio amarelada. Já vi que andou colando folhas de ouro na própria cara para se engrandecer~

Naquele exato momento, eles notaram Luciana liderando os oficiais do governo da Prefeitura em direção aos assentos.

Eles se sentaram nas cadeiras da primeira fila.

Leandro abaixou os olhos e observou as costas de Luciana; a cena instantaneamente pareceu lhe invocar a sensação de que ambos pertenciam a realidades e vidas absolutamente distintas.

Como seria possível imaginar que haveria um dia em que ele estaria na cadeira de espectador, contemplando as costas de Luciana ao longe?

E a sua ex-mulher estava lá, disposta na mesma fileira que a liderança da cidade.

Maria Clara se aproximou de Leandro e sorriu para ele: — Presidente Ferreira, posso me sentar aqui?

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