Olívia Bianchi –
Confesso que senti meu corpo congelar naquele instante.
—Eu estou indo! – Foi a única coisa que consegui responder. A minha voz pareceu ter travado junto aos meus pensamentos.
—Olívia, o que aconteceu? – Perguntou Alice se mostrando preocupada.
Abaixei minha mão tirando o telefone do ouvido e as olhei assustada.
—Eleonor. Algo aconteceu com ela! – Respondi em choque, sentindo a mão de Alice tocar as minhas costas enquanto minha avó se colocava na minha frente.
—Vá querida. Veja o que está acontecendo primeiro! – Disse ela com coerência me fazendo voltar aos meus sentidos.
Respirei fundo e peguei minha bolsa, fazendo menção de sair, mas Alice segurou meu pulso.
—Eu vou com você! – Disse ela me acompanhando.
Saímos de casa e Alice dirigiu me levando ao hospital; Every havia me mandado uma mensagem me informando para onde haviam levado Eleonor.
Assim que chegamos no lugar, sai apressada de dentro do veículo correndo para dentro do hospital.
Subi apressada pelas escadas rolante, indo em direção ao quarto onde elas estavam e assim que passei pela porta, Every se levantou da cadeira e veio até mim às pressas.
—Olívia! – Disse ela, mostrando-se assustada. —Me ajude! Eu estou ferrada!
—O que houve? O que aconteceu? – Perguntei vendo Hellen vir até mim e me abraçar como se eu tivesse o poder de ajudá-la com o problema.
Hellen respirou fundo e se afastou para me olhar.
—As duas discutiram e minha mãe acabou passando mal. – Explicou Hellen, abaixando o olhar.
—Eu não queria! Juro que eu não quis fazer isso! - Disse Every aos prantos. —Ela queria me forçar a fazer algo que eu não quero e...
—Pare! – Falei séria a encarando. —Eu sei que não tenho o direito de te falar isso, mas quando veio me pedir desculpas, achei que seria um grande passo para o seu amadurecimento.
Respirei fundo e fui até Eleonor, vendo-a adormecida e em questão de segundos, um médico entrou no quarto vido até nós.
—Familiares de Eleonor Simons? Bom dia, sou o médico responsável pelo futuro tratamento dela! – Disse ele vindo até mim. —Você deve ser a filha?
—Eu sou a filha! – Respondeu Hellen se aproximando. —Ela é a neta.
—Bom, eu sei que não estão passando por um bom momento, mas preciso falar sobre os resultados dos exames. A senhora Simons não pode passar por essa sobrecarga de emoções ou não suportará mais um desses. Peço que cuidem dela de agora em diante. Hoje ela ficará aqui para ser avaliada.
—Mas ela não pode! É o jantar de noivado do neto dela! – Disse Hellen mostrando-se assustada.
—Não tem problema! – Falei olhando para Hellen e tocando-a nos ombros. —Podemos remarcar! A saúde da vovó é mais importante agora.
—Não ouse fazer isso! – Disse a voz rouca e cansada de Eleonor nos pegando de surpresa.
Corri atrás dele o chamando novamente.
—Doutor por favor, pare! – Pedi o vendo frear os pés no chão e se virar para me olhar.
—Senhorita se continuar a insistir, vou ter que tomar providências contra você. Existem termos que assinamos com os pacientes e pode nos levar a ruína se expormos. – Disse ele me fazendo rir inconformada.
—Sério? Até onde vai o seu profissionalismo, doutor? – Perguntei o encarando furiosa. —Se ela está gravemente doente, deveria nos alertar, para que não haja surpresas se algo vir a acontecer. Nessa hora, não é com o paciente que o senhor deve manter sigilo, até porque se algo acontecer com ela, o senhor carregará essa culpa sozinho!
—Eu te entendo, mas preciso que entenda o meu lado também! – Disse ele me fazendo rir.
—Se houver algo de grave no diagnóstico dela e o senhor omitir de nós, nunca mais trabalhará como um médico. É isso que quer?
Ele então respirou fundo.
—Não, não e! – Disse ele se aproximando de mim. —Farei mais exames para confirmar minhas suspeitas e falaremos sobre isso depois. Só posso dizer que o coração de Eleonor parece cansado.
—Entendi! Foi ótimo a nossa conversa! – Falei dando as costas para ele e então meu celular tocou.
Era o nome de Archie na tela. Como eu deveria falar com ele sobre isso?
Deslizei o dedo na tela o atendendo.
—Archie, precisamos conversar!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.