Soltei um riso sem graça e olhei em volta, dando alguns passos para sair de perto dele.
—Uau! Que lugar enorme. Teremos muitos convidados? – Perguntei me virando para o olhar, vendo-o parado no mesmo lugar.
Archie respirou fundo e guardou as mãos dentro do bolso da calça, mantendo os olhos fixos aos meus.
—Seu olhar agora a pouco não era o de surpresa. Você não está pensando em desistir desse casamento depois de enviarmos os convites, certo? – Perguntou ele me fazendo assustar e então, voltei até ele.
—Foi isso que pareceu? – Perguntei o vendo confirmar com leves balanços de cabeça.
—Olívia, devemos pegar um quarto? – Perguntou ele logo se justificando. —Acho que tem algo muito sério a me dizer.
—Eu vou até lá pedir um! – Falei fazendo menção de sair, mas ao me virar, minha mão foi segurada fazendo com que todo o meu corpo congelasse.
Eu então, puxei o ar nos meus pulmões e me virei lentamente par ao olhar, vendo-o com um cartão entre os dedos.
—Eu já me adiantei! – Disse ele me puxando e então, fomos ao saguão do lugar para irmos ao elevador.
Archie estava sério e não disse uma palavra o tempo todo, até chegarmos na porta da suíte presidencial.
Ele passou o cartão pelo leitor digital liberando o acesso e quando ela foi destravada, Archie se colocou embaixo do arco e apontou para dentro.
Respirei fundo entrando no lugar com o pé direito e escutando a porta fechar atrás de mim.
Me virei para o olhar, vendo Archie se desfazer do terno e caminhar ao frigobar.
—Água, suco ou pela sua seriedade devo lhe oferecer um vinho? – Perguntou ele soltando um riso.
Archie era calculista.
—Quero só uma água, por favor! – Falei me virando e colocando a bolsa em cima da cama. De repente, senti meu corpo ser abraçado e um selar foi dado no meu pescoço me fazendo arrepiar.
Fechei meus olhos me sentindo insegura e então, o ouvi cochichar.
—Te deixo desconfortável?
—Não! – Respondi me virando para o olhar. —Só fiquei me perguntando quantas reuniões cancelou para estar aqui agora.
Assim que falei o vi soltar um riso.
—Isso é mesmo importante agora? Achei que já tivesse entendido que entre você e o resto, você será sempre minha prioridade!
—Pare de falar essas coisas Archie, eu garanto que não mereço! – Falei o vendo vincar as sobrancelhas e se sentar na cama me encarando.
—E como chegou nessa conclusão? Se autoavaliando antes de conversar comigo e saber o que penso ao seu respeito? Com que fundamento?
—Nos meus! -Falei séria me virando para tomar um ar e ao voltar a encará-lo, não consegui me segurar e falei. —Eu sou má e estou et enganando!
—Com quantos? Com quem? Como e onde? – Perguntou ele com um riso sarcástico. —Ah, por acaso é um dos meus seguranças?
Assim que falei, senti meu corpo ser abraçado.
—Você tem conhecimento de como me senti, mas sabe como me sinto perante a isso tudo?
—Não! Eu acho! – Respondi deixando minha voz sair abafada e então, Archie respirou fundo dando um selar no meu ombro.
—Vamos passar por cima disso, - Disse ele me deixando confusa. Eu então, me afastei para o olhar.
—Você não se importa pelo fato de eu lembrar de você?
—Por que eu deveria? Eu fui a pessoa quem te disse que isso faria parte da sua vida. Precisamos de um passado para tomarmos algumas atitudes e não cometermos o mesmo erro. – Disse ele com razão.
—Você já sabia?
—Hm! – Respondeu ele com um resmungo. —As dores de cabeça eram sintomas de que algumas lembranças teriam voltado e no dia que o médico da família te avaliou, ele confirmou isso. Agora me diz, do que ainda não se lembra?
—Do dia do acidente. Não me lembro o que eu estava fazendo antes apenas de ver o caminhão...- Antes que eu continuasse a falar ele segurou minhas mãos e me abraçou.
Archie respirou fundo e apoiou minha cabeça em seu peito, afanando suavemente meus cabelos.
Naquele instante, me senti acolhida.
—Não precisa se esforçar tanto! Eu cuidarei disso, apenas, confie em mim!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.