— Sou Rodrigo, do Grupo Simões. Vim procurar a Dra. Jardim.
Apesar de parecer uma frase simples, na verdade ele estava usando sua posição para alertar o instituto e a corregedoria de que continuaria lá fora esperando por Inês.
Rodrigo sabia desde pequeno que as barreiras sociais e o poder avassalador tinham um peso natural capaz de esmagar as pessoas.
Ao ver Inês saindo sã e salva, ele suspirou de alívio internamente.
— Eles fizeram alguma coisa com você?
Inês olhou para a expressão preocupada do homem e, ainda um pouco atônita, balançou a cabeça:
— Não, foi apenas um interrogatório dentro do procedimento padrão.
— Rodrigo, que horas você chegou? A verdade.
Se Inês não tivesse acrescentado as duas últimas palavras, Rodrigo tentaria mentir. Mas, como ela o fez, ele não foi capaz de negar nada a Inês.
— Às dez.
Inês olhou as horas. Eram doze e meia. Ela disse:
— Duas horas e meia.
— Está frio aqui fora, entre no carro primeiro. — Rodrigo pegou a mão dela e a conduziu até o lado da rua.
A palma da mão do homem estava um pouco fria. Inês não recolheu a mão. No momento em que pararam ao lado do carro, ela olhou para o perfil rígido e impassível dele e perguntou:
— Esperar lá fora por duas horas e meia... você não sentiu frio?
Rodrigo simplesmente não conseguia resistir aos olhos dela quando o encaravam daquela forma — puros, mas carregados de uma preocupação sutil, que envolvia seu coração como fios de seda.
— Entre. — Rodrigo pediu que ela entrasse e a seguiu logo em seguida. Depois que a porta do carro se fechou lentamente, ele olhou para o aquecedor de mãos que ela segurava: — Eu tinha isso.
Inês segurou com as duas mãos o aquecedor em formato oval à sua frente. Seus cílios tremeram levemente quando ela disse:
— Suas mãos estão muito frias.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...