O último dia do feriado de Ano Novo.
Logo de manhã cedo, Lucinda recebeu as informações do seu voo: seria às três da tarde daquele mesmo dia.
Ela não esperava que o pai estivesse com tanta pressa para que voltasse.
Quanto mais ele agia assim, mais ela sentia que o pai desconfiava ou já sabia de alguma coisa.
Ela se preparou para procurar o pai e tomarem café da manhã juntos, mas ao tocar a campainha do quarto do hotel, não houve qualquer resposta.
O pai havia saído logo nas primeiras horas do dia novamente.
O que será que ele estava fazendo de tão ocupado?
Lucinda não conseguiu ver o pai, mas acabou encontrando Douglas, que estava de saída.
— Bom dia, irmão — cumprimentou ela.
— Bom dia. Esperando o papai para o café? — perguntou ele.
— Sim, mas ele não está. A propósito, o papai mandou eu voltar para casa hoje à tarde, então não vou poder fazer companhia a vocês aqui na Cidade Alvorecer por um tempo — assentiu Lucinda.
— Por que o papai quer que você volte tão de repente? — Douglas franziu levemente a testa.
Eles sempre deixavam Lucinda fazer o que bem entendesse.
— A mamãe está com saudades — inventou Lucinda, usando uma desculpa que ela sabia que Douglas engoliria facilmente. Afinal, a pessoa que mais a mimava na família era a mãe, que praticamente movia céus e terras para satisfazer seus caprichos.
— Então vá primeiro. Daqui a um mês já temos o Carnaval, é bom que você fique em casa mesmo — respondeu Douglas.
Lucinda deu um sorriso discreto, mas seu coração estava tomado pela inquietação.
— Ao meio-dia, quero almoçar sozinha com a minha futura cunhada. Você ainda vai ficar pela Cidade Alvorecer, não me diga que vai querer grudar na gente até na hora do almoço, né? — brincou ela.
— Não vou, não. Podem ir. A Julieta e eu ainda teremos muito tempo pela frente — respondeu Douglas, com um sorriso.
— Combinado — disse Lucinda. Ela imediatamente marcou com Julieta e foi ao encontro levando sua mala, assim, logo após a refeição, poderia ir direto para o aeroporto.
— Vai embora? Mas assim você não vai mais conseguir ver o Diretor Simões? — perguntou Julieta, surpresa ao ver a mala.
— Não tem problema. A minha mãe me chamou de volta, provavelmente para conversar sobre os assuntos entre a Família Siqueira e a Família Simões — respondeu.
— Então isso significa que o Diretor Simões não vai ter voz no próprio destino? — comentou Julieta, animada.
— Teoricamente, sim — assentiu Lucinda.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...