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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 581

Os belíssimos fogos de artifício não paravam de estourar, um após o outro, iluminando a noite.

Nos anos anteriores, o espetáculo não durava apenas dez minutos? O fato de continuar fez as pessoas ao redor do rio exclamarem de surpresa, logo dominadas pela alegria.

Era um show de cores tão deslumbrante que ofuscava a visão, e todos ao redor tiravam fotos.

Adrian olhou para os demais:

— Todo mundo está tirando fotos em grupo, a gente não devia tirar também?

— A câmera está gravando um vídeo, então vamos tirar com o celular. Falando nisso, eu e a Inês ainda não temos uma foto só de nós duas. — disse Alice.

— Eu também não tenho. — acrescentou Xica.

Antes, sua veterana não podia ser fotografada, além de, é claro, também não gostar muito disso.

— Eu também não. — disse Esther.

Já para os outros três homens, era um pouco mais complicado opinar. Noel deu um leve sorriso:

— Podemos tirar uma foto grande de todo mundo primeiro e depois tiramos fotos separadas.

Todos concordaram de imediato.

— Vamos nos posicionar. Vou tirar uma foto nossa pela câmera primeiro. — disse Alice, tirando o celular do bolso e conectando-o ao aparelho.

Todos se arrumaram. Inês entrelaçou as mãos à frente do corpo, olhou para a lente e, ao ouvir Alice contar até três, repetiu junto com os outros:

— Feliz Ano Novo!

Um flash brilhou, seguido pelo clique do obturador. A foto em grupo estava feita.

Imediatamente depois, Alice enfiou o celular nas mãos do próprio irmão:

— Tire uma foto minha com a Inês!

Rodrigo devolveu o celular a ela. Quando todos acharam que ele se recusaria, ele tirou o seu próprio celular do bolso, posicionou-se um pouco ao lado do tripé da câmera e apontou a lente para Inês.

Diante da lente dele, Inês sentiu-se um tanto constrangida.

— Alice, seja rápida.

— Credo, que estresse! — Alice entrelaçou o braço no de Inês, deu um sorriso largo que mostrava todos os dentes e fez o símbolo de coração com os dedos ao lado do próprio rosto.

Inês continuava parada, serena e silenciosa.

Uma era a própria calma, a outra, pura animação.

Rodrigo tirou duas fotos seguidas.

— O próximo.

Xica avançou e fez o sinal de "V" com os dedos.

Rodrigo caminhou até ela, mas, em vez de passar o celular de imediato, disse:

— Vamos tirar mais uma.

— Entendi. — Alice sacou na hora.

Rodrigo posicionou-se ao lado de Inês. O corpo da mulher ficou tenso no mesmo instante, mas ela não se moveu.

E, assim que um rojão subiu aos céus, explodiu em um brilho espetacular atrás dos dois.

Alice clicou dezenas de vezes em disparada.

— Prontinho! Toma, lembre de nos enviar a foto em grupo. — ela devolveu o celular ao irmão, que parecia nem escutá-la, já totalmente imerso olhando as imagens na tela.

Só os dois, ele e Inês.

Rodrigo deixou escapar um leve sorriso no canto dos lábios.

Alice estava prestes a voltar para a câmera quando notou algo. Na imagem, seu irmão olhava para o celular, e Inês olhava para ele.

Parecia que seu irmão não era tão inútil assim, afinal.

Pelo menos, nos olhos de Inês, ele estava refletido.

Alice deu um zoom e gravou aquele breve e precioso momento. Em seguida, pretendia filmar um pouco mais da paisagem quando, de repente, avistou uma silhueta familiar através da lente.

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