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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 552

Inês assentiu novamente:

— Sim.

— Daniela Tavares cuidará dos preparativos. — garantiu Rodrigo.

Seu tom não abria espaço para questionamentos. Dito isso, virou-se e saiu, sem sequer dar a Inês a chance de argumentar.

Alice viu o irmão sair e comentou, com um toque de lamento:

— Menos um braço para o trabalho pesado.

Inês não pôde evitar uma risada muda.

Ela também se sentou no sofá para descansar um pouco, recostando a cabeça ao lado de Alice para encarar o teto branco, esvaziando a mente.

— Inês, que dia vamos fazer as unhas?

— Que tal amanhã?

Inês virou o rosto para encará-la:

— Amanhã preciso ir ao laboratório.

Alice fez um biquinho:

— Quanta dedicação.

— Pretendo iniciar os testes do produto na primavera deste ano. Podemos ir à noite. — explicou Inês.

Alice sentou-se num pulo:

— Então amanhã à noite. Vou ligar para o salão e agendar.

Assim que ela terminou de falar, a Sra. Silveira retornou.

Inês pediu que a Sra. Silveira também se sentasse para descansar um pouco, deixando a arrumação para mais tarde.

A Sra. Silveira garantiu que não estava cansada e já começou a organizar a cozinha. Inês e Alice, sentindo-se já recompostas, levantaram-se para ajudar com o restante das coisas.

Primeiro organizaram as roupas no quarto, depois passaram para as estantes de livros, e, por fim, distribuíram os pequenos objetos decorativos.

Inês pendurou na varanda o mensageiro dos ventos feito de pinhas que as crianças haviam montado. A cada brisa, o enfeite produzia um som nítido e delicado.

O design de inspiração vintage privava o ambiente de cores em excesso. Os tons de nogueira predominavam, contrastando com as paredes em branco-creme, emanando uma sobriedade suave e acolhedora. Havia uma serenidade temporal ali, uma quietude e sofisticação únicas.

Havia recebido um elogio.

Os lábios de Inês se curvaram levemente num sorriso charmoso.

Ela respondeu com um "obrigada".

A Sra. Silveira aproximou-se com o chá de flores, pousou-o na mesa de centro e serviu três xícaras fumegantes. Com receio de que as duas fossem beber de imediato, alertou-as para esperarem um pouco, voltando em seguida para a cozinha para cortar algumas frutas.

A Sra. Silveira também se sentou e descansou por meia hora, até que o entregador de mantimentos chegou ao portão do pátio dez. Era preciso descer para pegar as coisas; quando ela se levantou, Inês e Alice fizeram o mesmo.

A Sra. Silveira deu uma risadinha e não recusou a companhia. Porém, na hora de carregar as sacolas, com medo de que as duas fizessem muito esforço, não parava de exclamar: "Menina Alice, Sra. Jardim! Vocês não podem roubar o meu emprego assim!"

As três subiram carregando as compras.

Inês amarrou um avental na cintura e, antes que a Sra. Silveira pudesse protestar, avisou:

— Vou receber convidados mais velhos para jantar, o mínimo que posso fazer é preparar as minhas especialidades.

Ela não detestava cozinhar; na verdade, se tivesse tempo, até gostava de ir para a cozinha. Do ponto de vista psicológico, o ato de cozinhar aumentava a concentração.

Contudo, a partir de agora, ela só cozinharia para si mesma e para quem lhe desse um retorno positivo, e nunca mais para pessoas como a Família Rocha, que comiam a comida dela e ainda faziam questão de procurar defeitos.

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