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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 503

Inês ampliou a imagem para ver melhor. Era uma publicação de Abel nas redes sociais, anunciando a venda de uma casa. Não era o apartamento de três quartos, mas sim o andar espaçoso onde a Família Rocha vivia, e o preço estava bem abaixo do valor de mercado.

Ela só não sabia se ele estava vendendo a propriedade para pagar as despesas médicas de Branca Rocha Martins ou para ajudar Julieta.

Inês ficou tão absorta em seus pensamentos que só despertou quando o celular vibrou de repente, exibindo uma chamada de Rodrigo na tela.

Ela atendeu.

A voz grave e agradável do homem soou: — Inês, já está na hora de você sair do trabalho.

Inês assentiu e disse: — Eu já saí do laboratório.

— Certo. O motorista está na entrada da empresa — informou Rodrigo.

O fato de Rodrigo não estar no carro indicava que ele ainda faria hora extra no escritório. Inês apenas concordou silenciosamente.

Ambos permaneceram em silêncio de cada lado da linha, mas nenhum dos dois desligou primeiro.

Inês perguntou: — A que horas você volta? Para que a Sra. Silveira possa preparar o seu jantar.

— Ainda não sei — respondeu Rodrigo, apressando-a. — Está frio, vá logo para casa.

A ligação foi encerrada de forma direta.

Aquele momento era justamente o horário de pico da saída do expediente. Embora o carro de Rodrigo tivesse uma cor discreta, tratava-se de um veículo de luxo com uma placa muito exclusiva, que quase todos os funcionários da sede conseguiam reconhecer.

Muitas pessoas também conheciam Inês. Elas viram o motorista particular do Diretor Simões descer para abrir a porta, e observaram a Dra. Jardim caminhar em direção ao carro dele.

Os funcionários queriam olhar, mas não ousavam; queriam fofocar, mas também não tinham coragem. Só lhes restava trocar olhares entre si, espiando pelo canto dos olhos a Dra. Jardim e o carro do Diretor Simões.

Assim que Inês entrou no veículo, seu olhar recaiu casualmente sobre a entrada do prédio de escritórios. Talvez por pura culpa, todos desviaram os olhos em uníssono.

Foi um movimento tão sincronizado que a cena chegou a ser levemente impressionante.

Enquanto a janela do carro subia devagar, Inês recolheu o olhar e pegou o celular silenciosamente.

Ela precisava urgentemente se matricular em uma autoescola e comprar um carro para se locomover.

A Sra. Silveira deu uma rápida olhada nos documentos espalhados sobre a mesa; todos detalhavam o quanto a Família Rocha havia gasto com a amante. Era realmente uma situação difícil para a Sra. Jardim.

Assim que ela ajeitou o cobertor.

Rodrigo chegou. Seus movimentos foram tão silenciosos que a Sra. Silveira nem sequer notou imediatamente quando ele apareceu na porta.

Ao percebê-lo, a Sra. Silveira se aproximou e disse em voz baixa: — O jovem mestre finalmente saiu do trabalho.

— Hum. — Rodrigo viu Inês dormindo no sofá, mas não se aproximou de imediato, pois seu corpo inteiro exalava o frio da rua.

Ele tirou o sobretudo, entregou-o nas mãos da Sra. Silveira e caminhou até o sofá. Curvou-se e, com muito cuidado, ergueu-a nos braços, junto com o cobertor.

A Sra. Silveira entendeu prontamente e foi na frente para abrir o caminho. Empurrou a porta do quarto, afastou as cobertas da cama e retirou-se em seguida.

A cama estava muito fria, e o corpo de Inês tremeu levemente. Rodrigo pensou que ela iria acordar, mas, felizmente, isso não aconteceu.

Depois de ajeitar Inês, ele a cobriu com o edredom, observou-a em silêncio por um momento e, por fim, levantou-se e saiu.

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