Com uma expressão de dor, Julieta Lima virou-se, cobriu-se com o cobertor e chorou silenciosamente.
Alex Azevedo foi embora, sentindo-se impotente.
Os pais de Julieta também não sabiam o que fazer com a filha. Além de acompanhá-la no hospital, precisavam cuidar da transferência de propriedades, como a casa e o carro, estando extremamente atarefados.
— Julieta, a mamãe e o papai têm algumas coisas para resolver. Não saia do hospital sozinha, voltaremos em breve.
De costas para eles, Julieta apenas assentiu. Pouco depois de os pais saírem, o médico veio procurá-la.
O médico mencionou o fato de que ela havia testado positivo para um vírus. O pânico brilhou nos olhos de Julieta. Ela disse ao médico que não sabia o que tinha acontecido nem como havia contraído aquilo, implorando para que, por favor, não contasse nada à sua família.
Naturalmente, o médico não faria isso, pois tratava-se da privacidade da paciente e o assunto só seria discutido em particular com ela. No entanto, ele recomendou que ela pedisse ao parceiro para também fazer exames.
— De jeito nenhum! — a reação de Julieta foi veemente.
— Precisamos encarar isso de frente. Se houver uma infecção cruzada, a detecção precoce facilita o tratamento.
Julieta desviou o olhar, inquieta:
— Ele... ele não vai ter isso.
O médico já tinha visto muitos pacientes semelhantes, que, para esconder a própria condição, recusavam-se a informar os seus parceiros, muito menos pedir que se submetessem a exames.
Alegando não se sentir bem e precisando dormir, Julieta expulsou o médico do quarto.
Ao ver a porta do quarto se fechar novamente, o seu coração, que batia descompassado de nervosismo, levou muito tempo para se acalmar.
Julieta havia sido diagnosticada com uma doença infecciosa e fora contagiada por Félix Cabral. Ela e Félix haviam se envolvido intimamente no exterior, o que significava que fora infectada naquela época.
Depois de voltar ao país, ela havia beijado Abel Rocha, dormido com ele e até engravidado. Portanto, Abel...
Havia uma enorme probabilidade de que também estivesse infectado.
Julieta tremia de medo. Ela levou o dedo indicador à boca e o mordeu com força, repetidas vezes.
Não sabia o que fazer.
Pedir a Abel que fizesse um exame?
Enquanto Julieta tinha o rosto banhado em lágrimas, alguém bateu à porta. Ela enxugou o rosto rapidamente e perguntou quem era.
— Sou eu. — Lucinda Siqueira abriu a porta e entrou. Atrás dela, vestindo um terno alinhado, estava Douglas Siqueira.
Os dois cruzaram olhares com Julieta, que estava com os olhos vermelhos e inchados.
Julieta apressou-se em limpar os últimos vestígios de lágrimas e forçou um sorriso melancólico:
— Lucinda, Douglas, o que fazem aqui? Douglas, a Lucinda não disse que você estava muito ocupado com um caso recentemente?
Douglas caminhou passo a passo em direção a Julieta. Ao ver o seu rosto pálido e aquele sorriso obstinado em meio às lágrimas, sentiu uma pontada no coração.
— O que aconteceu? A Lucinda me disse que você foi internada.
Lucinda aproximou-se, com uma expressão carregada de preocupação:
— Por que está chorando tanto? Está sentindo alguma dor? Ou aconteceu alguma coisa? O meu irmão ficou tão preocupado que arranjou um tempo para pegar um voo só para vir ver como você está.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...