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Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói romance Capítulo 734

Ouvindo as palavras do pai, Ricardo sentiu uma forte dor apertar o seu peito.

— De qualquer forma, a Florença já sabe agora. Só depende de quando você vai querer encontrá-la para conversar.

Finalmente o dia havia chegado.

Depois de um silêncio prolongado.

Ricardo disse:

— Pai, me dê um tempo para me preparar.

— Tudo bem, faça como achar melhor!

— Uhum.

No quarto.

Florença estava recostada silenciosamente no sofá, com os olhos avermelhados, deixando as lágrimas que já não conseguia segurar escorrerem pelos cantos dos olhos.

Depois de um tempo.

Ela pegou no celular, abriu o WhatsApp e tocou na conversa com Vicente, mantendo o olhar fixo na tela, mas sem saber como mover as mãos.

Foi então que.

Uma mensagem no WhatsApp chegou, dizendo:

— Florença, me perdoe. O seu irmão sente muito.

No momento em que viu a mensagem.

As emoções de Florença, que ela havia recém controlado, ressurgiram, fazendo o nariz arder e as lágrimas transbordarem sem controle.

Ela mordia os lábios com força, encarando aquela mensagem.

Ela não sabia quanto tempo se passou.

Florença finalmente se acalmou e respondeu:

— Irmão, você não tem do que se desculpar. Eu sei que você teve os seus motivos.

Ao ler a mensagem de Florença, Ricardo sentiu um baque surdo no coração e, ainda mais consumido pela culpa, ele disse:

— Obrigado por não me culpar, maninha.

Florença olhou para a mensagem, ainda sem saber o que responder. Tantos anos sem nenhum contato, deveriam haver muitas coisas para perguntar e dizer, mas, ao chegar a esse momento, Florença também não sabia sobre o que falar com ele.

O intervalo de tempo para cada resposta era excepcionalmente longo, como se não soubessem como reagir um ao outro.

Ricardo mandou outra mensagem:

— O pai disse que você estava doente. Descanse bem hoje à noite, a gente conversa depois.

Florença respondeu:

— Uhum, está bem.

O reconhecimento repentino fez com que ela sentisse que não estava preparada.

Ao colocar o celular de lado.

O seu coração foi se tranquilizando aos poucos.

Naquela noite, Florença dormiu muito tranquilamente em casa.

No dia seguinte.

— Certo, então vá tomar o seu café da manhã!

Florença disse:

— Irmão, cuide bem do seu corpo também e não se esqueça de se alimentar nos horários certos.

Vicente disse:

— Eu sei, vou me cuidar.

Os dois trocaram mais algumas palavras.

Florença colocou o celular de lado, levantou-se e saiu do quarto.

Do outro lado.

Ricardo estava sentado recostado no sofá de frente para a janela de vidro, encarando a tela do celular, com uma aura incrivelmente afetuosa.

Foi então que.

O assistente entrou para entregar uns documentos e, notando que a energia do Sr. Lacerda estava visivelmente diferente do habitual, ele chegou a ver os cantos da boca do Sr. Lacerda se curvarem para cima. O Sr. Lacerda estava, de fato, sorrindo. Ele estava ao lado do Sr. Lacerda há alguns anos, acompanhou-o através de inúmeras intrigas e cálculos frios, e a aura intimidadora do seu chefe só lhe causava um grande temor e reverência. Ele o vira dar pequenos sorrisos por mera formalidade em ocasiões pontuais, mas nunca um sorriso tão genuíno e autêntico. Claramente, ele estava de muito bom humor.

Será que o Sr. Lacerda estava namorando?

— O que foi?

A voz de Ricardo ecoou.

O assistente saiu rapidamente do transe:

— Sr. Lacerda, aqui estão os documentos que o senhor pediu. — O seu coração continuava divagando. Ele certamente não havia escutado errado aquele tom acolhedor e gentil do Sr. Lacerda, ou havia?

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