Florença franziu a testa, sentindo-se tratada como uma criança num jogo tolo e rebateu ríspida:
— Você é patético!
Carnelo riu baixinho.
Ela levantou-se para encontrar os gatos e Carnelo a acompanhou até o Quarto dos Gatos. Apenas um chamado de Florença foi o suficiente. Num primeiro momento, os dois gatinhos hesitaram, mas logo em seguida correram até ela, miando animados e roçando-se nas suas pernas, com os rabos em pé.
Florença agachou-se, deixando os pequenos rolarem de barriga para cima sob os seus afagos. Ela lançou um olhar desafiador a ele, com as sobrancelhas arqueadas e disse confiante:
— Olhe só como eles são adoráveis.
Carnelo curvou-se, oferecendo a mão para ajudá-la a se levantar e a aconselhou de imediato:
— Não fique agachada por muito tempo.
Já em pé, Florença comentou distraída:
— Quero levá-los para casa.
Carnelo discordou prontamente da ideia:
— Se você se descuidar, eles vão te machucar de novo. Sempre que sentir falta, podemos vir visitá-los. Quando o bebê nascer, se ainda quiser levá-los, a gente traz.
Florença falara apenas por falar. Não se importou nem um pouco com a recusa.
Ela abriu espaço para os gatos, brincando um pouco com a vara com penas, enquanto Carnelo a acompanhava e instigava os dois gordinhos com outro brinquedo.
Katharine e Beto chegaram correndo.
Ricardo e Leonardo vinham logo atrás, pois estavam no quintal vigiando as crianças.
A tarde prometia ser longa.
Ricardo sugeriu a Carnelo e Leonardo que fossem jogar um pouco de basquete na quadra. Como Leonardo tinha que sair para resolver alguns assuntos, Carnelo vestiu uma das roupas esportivas de Ricardo.
Os dois saíram da casa.
Ao passarem por uma vila próxima que estava em reforma, um homem segurando projetos de arquitetura no pátio correu ao encontro de Ricardo e o saudou em voz alta:
— Sr. Lacerda.
O imóvel tinha sido posto à venda havia pouco tempo e Ricardo o comprou. Afinal, morar para sempre com a família Lourenço seria inconveniente. Assim, adquiriu a propriedade pela conveniência de estar tão perto da irmã.
O arquiteto precisava de algumas orientações, pois o objetivo era moldar a casa de acordo com as necessidades e gostos do novo dono.
Ricardo, sem perder a postura, disparou de volta:
— Na hora certa a gente vê isso!
Quando a noite caiu.
Aquela foi a primeira vez em anos que Carnelo permaneceu para jantar na casa da família Lourenço. A mesa estava impecavelmente servida, repleta de iguarias.
O peso da conversa coube majoritariamente a Ricardo, que tentava manter um diálogo fluido com o cunhado. A presença das duas crianças, com as suas vozes cheias de inocência, conferiu ao ambiente uma aura calorosa, e, no fim das contas, a atmosfera do jantar foi surpreendentemente harmoniosa.
Ao final do jantar.
Florença confessou que queria pernoitar ali.
Carnelo olhou nos olhos dela e aconselhou de modo firme e acolhedor:
— Você mal tem vindo aqui. Então, fique uns dois dias. Eu te busco na terça.
Diante da reação de Florença naquele dia, ficava evidente que Renata não soltara a língua para contar os podres. Para o bem da filha e pelo seu estado de saúde, os segredos mais duros permaneceram intocados.
A maior das prioridades era assegurar que a gestação transcorresse em paz, até a chegada do bebê.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói
Quando vai ser liberado o restante, do livro...
Continua depois do 1121, como faço para acabar de ler?...
Quantos capítulos tem o romance?...
Cadê os 5 chaps Day????...
Quando será liberado os capítulos...
Quando será liberado novos capítulos????? Me responda por favor...
Quando teremos novos capítulos?...
quando serão publicados novos capítulos?...
Adoro...