Naquela noite.
Carnelo levou Florença para jantar no Restaurante Topo das Nuvens. Durante a refeição, houve um espetáculo de fogos de artifício que durou cerca de vinte minutos.
Florença assistia às luzes brilhando em seus olhos, mas seu rosto permanecia impenetrável, sem demonstrar a menor emoção.
O homem observou o perfil delicado dela e perguntou:
— Não gostou?
Ela desviou o olhar do céu e fitou o homem à sua frente. Florença havia finalmente compreendido a verdadeira essência dele. Quando estava de bom humor e se importava, ele era capaz de oferecer todo o carinho e romantismo do mundo. No entanto, se o encanto acabasse, ele viraria as costas e a trataria como uma completa estranha sem hesitar.
Em qualquer situação, ele sempre se mantinha naquela posição de superioridade absoluta.
Ela não tinha mais estrutura emocional para suportar esse tipo de tortura.
O som dos fogos de artifício cessou abruptamente.
Florença respondeu num tom apático:
— Não é que eu não tenha gostado. Só acho que não faz sentido você fazer tudo isso.
O olhar de Carnelo escureceu.
— E o que eu deveria fazer para que tivesse sentido para você?
Ela pegou a colher, balançou a cabeça levemente e disse:
— Nem todo mundo se importa com essas demonstrações materiais de afeto. Tudo o que eu quero é apenas estabilidade e paz.
— Então você acha que eu não sou capaz de te dar isso, é?
Ela abaixou a cabeça para comer um pouco e, em seguida, ergueu os olhos para encará-lo:
— E se eu disser que sim?
Os olhos profundos de Carnelo fixaram-se nela, e a atmosfera ao redor deles pareceu pesar consideravelmente.
Florença não acrescentou mais nada. Apenas esboçou um sorriso pálido e desviou o olhar.
— Já terminei de...
Antes que ela pudesse terminar a frase.
Ela ouviu o homem dizer do outro lado da mesa:
— Nós podemos tentar.
Ao ouvir isso.
Ela paralisou por um instante e olhou para ele.
— Você acha que eu não posso te dar paz, mas o seu próprio coração também está instável. Que tal ter certeza só desta vez? Vamos tentar.
Renata estranhou ao vê-la chegar sozinha.
— Ué, chegou sozinha? Cadê todo mundo?
— O Carnelo levou a Katharine para a casa dele hoje. — explicou Florença.
Durante o caminho de volta.
Carnelo havia ligado para Ricardo.
Ao ver que o semblante de Florença estava tranquilo enquanto falava, Renata se acalmou um pouco, mas a preocupação persistia em seu íntimo. Toda vez que Carnelo levava a menina, Florença ficava num estado de espírito péssimo. Ela não sabia se eles haviam brigado de novo dessa vez.
Percebendo a apreensão da mãe, Florença sorriu e tranquilizou-a:
— Mãe, estou bem, não se preocupe. A Katharine tem aulas particulares amanhã, por isso foi para lá.
Notando que a filha realmente parecia bem, Renata soltou um suspiro de alívio, mas logo criticou:
— A Katharine é só uma criança! Esse Carnelo coloca pressão demais nela.
— Desde que a Katharine não se importe, não precisa se preocupar, mãe.
Pelo que tudo indicava, a menina aceitava a rotina numa boa. Estudar nunca foi um peso para ela.
Ricardo levou Katharine de volta ao Parque Tropical.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói
Quando vai ser liberado o restante, do livro...
Continua depois do 1121, como faço para acabar de ler?...
Quantos capítulos tem o romance?...
Cadê os 5 chaps Day????...
Quando será liberado os capítulos...
Quando será liberado novos capítulos????? Me responda por favor...
Quando teremos novos capítulos?...
quando serão publicados novos capítulos?...
Adoro...