Ao dizer isso, ele dobrou os joelhos na frente de todos e ajoelhou-se do lado de Isabela.
O corpo de Isabela travou e ela olhou de lado sem querer.
Mas dessa vez, ela não sentiu nada.
Nos primeiros anos de casamento, embora Matteo fosse frio, ele nunca tinha a deixado faltar nada materialmente.
Ela chegou a pensar que, pelo menos, ele não a odiava.
Até o segundo ano de casados.
Ela não resistiu, acordou cedo, preparou o almoço com as próprias mãos e levou ao Grupo Campos.
Na porta do elevador, ela ouviu as fofocas dos funcionários.
— Eu não sei que truque a Isabela usou para enganar a Dona Campos e obrigar o Sr. Campos a aceitar o casamento.
— Você não sabe de nada. Na época, para não casar com ela, o Sr. Campos tomou três chicotadas da Dona Campos e não recuou.
Naquele momento, ela quase não conseguiu segurar a marmita.
No fim, ela não viu Matteo.
Foi o assistente dele, Ricardo, quem a parou educadamente e disse que ela não precisava mais levar.
Isabela entendeu na hora.
Ele não queria que ela entrasse na vida dele.
Ao voltar para casa de noite, nas horas de fazer o dever, ele apagou a luz como de costume.
Antes, ela era tímida e nunca tinha pensado em mais nada.
Mas naquele dia, ela não se conformou e ligou a luz.
Com a luz acesa, ela viu as marcas de três chicotadas nas costas dele.
Matteo franziu a testa.
— Eu não gosto de luz acesa.
Ele virou-se, saiu da cama e foi embora.
Naquela época ela já pensou em divórcio.
Mas a coisa arrastou-se até agora.
— Vocês dois querem me matar de raiva?!
Voltou à realidade.
Isabela desviou os olhos, sobrando apenas indiferença.
— Não precisa, o senhor não precisa fazer isso.
Matteo franziu a testa, olhou para ela, com um tom impaciente.
— Isabela, não use esse tipo de coisa para chamar a minha atenção.


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