"Dante Ferretti"
É quase doloroso tirar Amy do meu colo.
Mais doloroso ainda é olhar para ela e vê-la ofegante, com os lábios inchados e as pupilas dilatadas.
Mas preciso ter certeza antes de continuar com isso.
Entro no escritório, fecho a porta e tiro o celular do bolso. Depois, ligo para a obstetra, que atende no segundo toque.
— Sr. Ferretti? — pergunta imediatamente. — Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
— Dra. Caldwell, preciso de uma resposta direta.
Explico a situação rapidamente. Falo sobre o desmaio, a recomendação de repouso e, por fim, faço a única pergunta que realmente importa.
Ela responde com a mesma calma de sempre, deixando claro que o desmaio não mudou nada. Que, desde que Amy esteja bem e se sentindo confortável, não há motivo para preocupação.
Quando desligo, permaneço alguns segundos olhando para o celular. Então, solto uma risada baixa.
Eu realmente acabei de ligar para uma obstetra, numa sexta-feira à noite, para confirmar se podia transar com a minha própria esposa.
— Definitivamente, minha vida tomou um rumo que eu jamais teria previsto — murmuro, saindo do escritório.
Quando volto para a sala, Amy está exatamente onde a deixei: sentada no sofá, com a manta caída ao lado e as pernas cruzadas.
— Sua ligação foi bem rápida.
Não respondo.
Apenas me aproximo dela, inclino o corpo e a pego no colo de uma só vez, com um braço sob as coxas e o outro em suas costas.
Ela solta um suspiro surpreso e envolve meu pescoço com os braços automaticamente.
— Dante, o que…
— Shh… — murmuro junto aos cabelos dela.
Subo as escadas com cuidado, mas sem perder tempo, seguindo direto para o quarto principal.
Empurro a porta com o ombro e entro. Depois, deito Amy na cama e permaneço de pé por um instante, olhando para ela.
Ela está ainda mais linda. Cabelos bagunçados, bochechas coradas, os lábios ainda vermelhos do beijo.
E minha. Totalmente minha.
Me inclino sobre ela, apoiando as mãos de cada lado do corpo, e a beijo de novo.
— A médica disse que posso te foder — murmuro contra seus lábios. — Com cuidado.
Os olhos dela se arregalam um pouco.
— Você ligou para a minha médica para perguntar… isso?
Dou de ombros, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
— Liguei. Porque não pisaria um centímetro além do que fosse seguro para você.
— Dante, isso é…
Calo suas palavras com outro beijo rápido, e Amy sorri contra a minha boca.
Desço os beijos pelo pescoço, pelo ombro, enquanto tiro a blusa dela. O sutiã vem em seguida. Inclino a cabeça e chupo um deles devagar, ouvindo o gemido dela.
— Dante…
Mordo de leve, depois passo a língua. Desço a mão pela barriga dela, abro o botão da calça e puxo o tecido para baixo junto com a calcinha, até tirá-los completamente.

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