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Contrato de Luxúria - A Virgem romance Capítulo 48

Dante:

Valéria carregava uma rosa branca semiaberta, enquanto que eu e meus irmãos tínhamos em mãos uma rosa vermelha quase aberta. Ambas colhidas há pouco tempo para que estivessem bonitas e frescas. Nos seus caules, havia alguns espinhos.

Segurando a rosa vermelha, removemos a coleira do seu pescoço, que compramos na joalheria ORO, juntos, passando-a rapidamente pelas chamas da vela e a devolvendo ao seu pescoço.

Enquanto fechávamos a coleira, nos declaramos a ela, jurando a protegê-la e a guiá-la por toda a eternidade.

Nós ficamos de frente um para o outro. Valéria segurava a rosa branca. Lucca, Enrico e eu segurávamos as rosas vermelhas.

— Minha escrava, a partir desse momento, tomo seu destino em minhas mãos, para sempre protegê-la e guiá-la por toda a eternidade — dissemos os três juntos.

Com o espinho de nossas rosas vermelhas, picamos o dedo do meio dela e deixamos duas gotas de sangue cair sobre sua rosa branca. Valéria fez questão de cada um de nós picar seu dedo.

Ela então ofereceu o espinho de sua rosa e, com ele, furamos nosso próprio dedo e deixamos duas gotas de sangue cair sobre a rosa branca, uma em outra pétala e outra em cima da que contém o sangue dela. Nós quatro unimos então nossos dedos e fizemos nossa promessa de união pelo sangue.

Salvatore e Kael foram nossas testemunhas. Eles seguraram as extremidades de uma corrente de cerca de 2 metros, passaram rapidamente pelas chamas e em seguida nos envolveram com ela.

— Faço desse ato o símbolo de nossa união e que, nesse momento, toda a energia de nossos corpos se una, fazendo eterno nosso Amor — dissemos os quatro juntos.

As rosas foram colocadas juntas, deixando que o sangue dela beijasse as nossas rosas, e então as trocamos.

As rosas foram para um único vaso e, mais tarde, irão para o nosso quarto, onde poderão contemplar nossa união durante aquela noite.

Após a consumação do ritual em nosso quarto, dividiremos nossos sonhos e expectativas enquanto arrancamos as pétalas e as guardamos juntas em uma caixa. Estas pétalas serão mantidas pelo resto de nossas vidas e serão enterradas conosco.

O significado da cerimônia

A rosa branca ainda não aberta simboliza a submissão. A cor branca representa a pureza de seu presente, e o fato de ainda não ter aberto, que a submissão ainda não atingiu seu complemento. E nunca vai. A submissão pode ir sempre mais fundo, sempre crescendo e a submissa nunca vai chegar em um ponto que não pode dar mais um pouco a seu Dominador.

A rosa vermelha, quase totalmente aberta, significa a Dominação. O vermelho significa a paixão e desejo dele de protegê-la e possuí-la a qualquer preço, mesmo que para isso ele tenha que derramar o seu sangue. A rosa está aberta, simbolizando o fato de ele estar maduro e pronto para assumir suas responsabilidades.

O sangue

Picar o dedo da submissa representa o simbolismo da entrega. Ela sangrou para se entregar totalmente a Ele. E, ao picar seu próprio dedo, ele está mostrando sua vontade em protegê-la e defendê-la. As gotas sendo unidas na rosa representam a união dos dois. Pressionando os dedos juntos, mostram que seus laços são mais fortes que os de família. Agora são da mesma carne e do mesmo sangue. Trocar as rosas simboliza a entrega de um ao outro.

As pétalas

A mistura das pétalas simboliza a mistura de suas vidas. Os casais geralmente as mantêm em jarras decorativas, até estarem secas. No caso de morte, algumas são colocadas juntas, simbolizando uma união que irá além da vida. Muitas lendas são contadas sobre rosas que nasceram em túmulos, como uma evidência de que seus amores ainda existiam.

Para entender a simbologia dessa cerimônia, é preciso tirar os olhos do superficial, atentar-se ao desejo de entrega, possuir, de pertencer pela eternidade, enquanto houver dias, enquanto houver lembrança...

(...)

Valéria:

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