Valéria:
Confesso que escutar a frase "te amo" saindo da boca do Enrico me fez acreditar ainda mais que o que temos não é passageiro. Junto com o trem desgovernado no sexo, que fala baixaria na transa, está um homem carinhoso e romântico fora do quarto! Amo essas duas faces dele.
E nada mais gostoso que brincar com fogo, cutucar e sair de fininho. Amo deixá-los loucos e de pau duro. O sexo se torna ainda melhor. Estou me tornando uma viciada nessas sensações, só pode. Mas, também, com três pedaços de mau caminho desses!
Tirei o salto que usei na foto e resolvi nadar. Não demorou, senti alguém pulando na água. Mal subi à superfície e já fui agarrada por braços fortes.
— Então a senhorita tá subindo pelas paredes de tesão?
— Sempre estou e a culpa é toda de vocês! Me viciaram em vocês.
Dante tomou minha boca enquanto me penetrava lentamente. Chupava minha língua, saboreando cada pedacinho dela, tomava meus lábios em um movimento sensual enquanto me penetrava.
Comigo enlaçada a ele, me levou até às escadas da piscina e continuou me penetrando com estocadas profundas e fortes. Meus seios pulavam, tamanha a velocidade das estocadas. Não aguentei e gozei. Ele sentou-se na escada e me colocou de costas para ele, encaixada, então deslizou suavemente pelo meu cuzinho.
Enquanto eu quicava em seu colo, ele introduziu os dedos em mim, atingindo em cheio o ponto G. Colei minhas costas ao seu peito enquanto ele massageava meus seios com a outra mão. Fomos aumentando os movimentos e, de repente, comecei a sentir vontade de fazer xixi.
— Caramba, vou fazer xixi!
— Deixa vir, não é xixi!
Comecei a gozar, porém um líquido esguichava enquanto ele passou a massagear meu clitóris. Foi a cena mais erótica que vivi. Ele gozou junto comigo, seu gemido mais parecia um rosnado no meu ouvido. Meu corpo ficou mole e ficamos parados por um tempo, esperando normalizar os batimentos cardíacos.
— Você teve seu primeiro squirting, meu amor! — ele disse, me dando um beijo.
Já tinha ouvido falar, mas, sinceramente, achei que fosse lenda urbana, que na verdade as mulheres faziam xixi. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que é real e intenso.
Saí de cima dele, me virando e beijando sua boca.
— Obrigada por cada nova experiência que vocês me proporcionam. Eu te amo! — Beijei-o novamente.
— Minha linda, você me tornou o homem mais feliz do mundo, também te amo! — Ele retribuiu o beijo.
Saímos da piscina e fomos para o nosso quarto. Sexo com eles era maravilhoso. Quanto mais eu fazia, mais queria. Tomamos um banho e jantamos. Resolvemos assistir a uma comédia romântica na N*****x. Eles odiavam, mas me acompanhavam sem reclamar! Tomar café da manhã juntinhos, assistir a filmes e séries tem se tornado comum na nossa rotina. Amo o cuidado que eles têm comigo.
Até tentei esperar o Lucca acordada, mas não deu. Acabei dormindo e acordei já era madrugada com eles dormindo ao meu lado. Estava tudo perfeito.
Mas a calmaria pode significar que você está no olho do furacão!
No outro dia de manhã, ataquei o Lucca no banho, antes de sairmos. Era impossível resistir ao charme carente dele.
Dante e ele tinham algumas coisas para resolver na boate, então nós tomamos café da manhã e eles desceram antes. Eu resolvi ir com o motorista para a empresa, já que teria que passar na cafeteria para pegar o café e umas rosquinhas, para fofocar com a Cassandra. Despedi-me da Antônia e da Maria, que tinham acabado de chegar para trabalhar. Elas cuidavam da arrumação do apartamento.
Quando estava entrando na cafeteria, esbarrei em uma garota que ia saindo correndo.
— Desculpa, moça, me perdoa! — ela disse, chorando.
— Imagina, isso acontece. Tá tudo bem? Precisa de ajuda?
— Não tá bem, mas vai ficar. Preciso ir.
— De jeito nenhum, não vai sair assim! Faz o seguinte: entra no carro e vamos para outro lugar, tudo bem? — Ela parou um pouco para pensar e acabou aceitando.
Entramos no carro e pedi para o Marcos dar uma volta até conversarmos. Com ela mais calma, perguntei:
— O que houve que te deixou tão abalada?
— Sabe quando você acha que sua vida é perfeita e acaba descobrindo que não é?
— Ô, se sei.
— Tô te aborrecendo falando da minha vida, né? — ela perguntou, envergonhada.
— Claro que não! Aliás, me chamo Valéria, prazer.
— Prazer, Valéria, sou Mirella. Pode me chamar de Miri!
— Vamos lá, Miri, o que houve?


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