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Contrato de Luxúria - A Virgem romance Capítulo 27

Valéria:

Até que enfim o sábado chegou. Desde que Chiara ligou para o Enrico, não voltei ao apartamento deles. Não é que eu esteja com raiva, só precisava desse espaço pra pôr as coisas em ordem, não estava a fim de ficar na mira daquela louca.

Optei por um vestido preto com decote profundo e um sapato da mesma cor. Queria me divertir e aproveitar a companhia das minhas amigas.

Chegamos na boate e entramos direto acompanhadas de um segurança. Na recepção, uma moça nos entregou três pulseiras douradas, com três pingentes, no meu caso, com as iniciais Y, N, J e por último um K. Segundo ela, somente as mulheres dos Romano deveriam usá-las.

Mais uma vez, o questionamento veio à cabeça: será que a tal Chiara usava quando vinha na boate? Confesso que estava sentindo ciúmes sem nem conhecer a mulher.

Caramba, sua louca, eles a dispensaram, não significou nada.

— Bora aproveitar a noite, bora pôr a vida nos trilhos e arrumar a bagunça que esses Romano estão deixando!!!

— Já que todas nós conhecemos os quatro primeiros andares, bora já pular para o sexto. Segundo Lucca, lá funciona o voyeurismo e swing — eu disse.

— Bora ver o povo se foder, amiga!!! — Cami falou animada.

Resolvemos tomar uma coragem líquida chamada caipirinha assim que chegamos ao sexto andar. A música rolava solta em todos os ambientes, era tudo muito exclusivo. Em cada andar, havia um bar e uma pista de dança com direito a DJ. Havia dois andares designados para as práticas de swing e voyeurismo.

— Irruuuuuuu... todo mundo pelado!!! Não estamos com traje a rigor, amiga — gritou Cami.

— Amiga, tu bebeu antes de vir? Mulher, abaixa o fogo! — Todas rimos do jeitinho maluco dela.

As pessoas pareciam muito à vontade em fazer sexo no meio de todos. Era no sofá, na mesa, pareciam coelhos. Estava sendo interessante essa nova experiência. Com certeza, se meus homens estivessem aqui, já estaríamos trepando feito loucos em cima de uma dessas mesas.

Após tomar coragem, decidimos pular etapas e conhecer o décimo sétimo andar! "O proibidão"...

— CAAAARAMBA, AMIGA!!! — gritou Cami, nos assustando.

— Mulher, se tudo que a gente vir, você gritar, vai acabar nos matando de susto.

Ficamos de boca aberta, parecíamos deslocadas ali. Era um povo com umas roupas pretas coladas ao corpo. Por um minuto até achei ter visto o Pinhead, do filme Hellraiser.

A curiosidade era imensa. Resolvemos explorar o lugar. Havia várias cabines com as portas transparentes. Em uma delas, uma mulher enfiava um salto tão fino na uretra do cara... dá pra acreditar que ela estava penetrando o pau duro do coitado com um salto fino igual agulha? Ô dor do cão! E ele parecia gostar, pois estava bem excitado! Cada um com suas manias, né? Quem sou eu pra julgar!

Vimos uma mulher amarrada e suspensa, com vários caras ao seu redor com uma cane. Seu corpo cheio de marcas vermelhas e ela gemendo de prazer a cada toque deles.

Nesse momento, minha mente se abriu. As pessoas estavam ali para expressar seus prazeres sem serem julgadas. Ali viviam num mundo à parte. Imaginei que, ao expor o meu relacionamento poliamor, poderia ser julgada, da mesma maneira como julguei ao ver a prática de sadomasoquismo no primeiro momento. Cada um tem seus prazeres e não é errado expor e querer viver aquilo, desde que não fira seus princípios nem a lei.

O Elevador do Prazer 1

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