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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 122

Aurora corria oelo jardim com seus passinhos vacilantes atrás de pequenas bolhas de sabão que Alexander soprava com uma paciência que ninguém imaginaria existir naquele homem conhecido pela postura rígida. Cada vez que a menina esticava os bracinhos tentando estourá-las, ele ria como se descobrisse um mundo completamente novo.

A aproximação com Sophia e Alexander aconteceu de forma natural, eles tinham tantas coisas em comum que era difícil acreditar que fazia pouco mais de quatro meses desde que se viram pela primeira vez.

Jana observava a cena dele com a neta sentada no banco de madeira sob a sombra de uma árvore. Ainda lhe parecia estranho ver Alexander daquele jeito. O empresário frio que um dia conheceu havia desaparecido.

Aurora tropeçou na própria pressa e caiu sentada na grama. Antes mesmo que pudesse chorar, Alexander já estava ajoelhado diante dela.

— Pronto... pronto... não aconteceu nada, vovô está aqui.

Ele limpou cuidadosamente os pedacinhos de grama presos na roupa da menina e a colocou novamente de pé. Ela cruzou os bracinhos e fez um bico enorme.

— Pelo jeito vai ser estressadinha igual a vovó...— resmungou ele.

Aurora abriu um largo sorriso e voltou a correr, Jana também não conseguiu esconder a satisfação de ouvir aquilo.

Alexander caminhou até o banco onde ela estava e sentou-se ao seu lado. Durante bom tempo os dois apenas acompanharam Aurora brincando.

Mais adiante, perto do lago, Heitor e Sophia estavam deitados sobre uma grande manta estendida na grama. Conversavam baixo, quase sempre interrompidos pelas gargalhadas de Aurora.

Alexander encostou no banco e suspirou.

— Quando vi as notícias no jornal sobre o que aconteceu, meu maior medo não era encontrar minha filha tarde demais.

Jana virou o rosto para ele.

— Era o quê?

— Encontrá-la ao lado de um homem que repetisse os meus erros.— Os olhos dele permaneceram sobre Heitor.— Pensei que ela pudesse estar presa em um relacionamento por obrigação... ou por medo, achei que quando a encontrasse ela estivesse quebrada pelo sofrimento. Mas encontrei alguém feliz e um homem que olha para ela como se o mundo inteiro dependesse do sorriso dela.

Jana acompanhou o olhar dele, Heitor dizia alguma coisa ao pé do ouvido de Sophia, fazendo-a rir.

— Esse tambem era o meu medo. O relacionamento deles tinha tudo para não dar certo mas, dia após dia, ele provou que a ama e a respeita muito. — respondeu Jana.

— Eu percebi...— Alexander cruzou os braços. — E isso fez com que eu o respeitasse.

Jana arqueou uma sobrancelha.

— Então existe alguém que o senhor Voss respeita?

Alexander riu sem qualquer formalidade.

— Existe.– respondeu olhando para Jana por alguns instantes antes de completar. — Mas existe uma mulher que eu respeito muito mais.

Jana sustentou o olhar dele por alguns segundos. Depois sorriu de canto e desviou os olhos, como fazia sempre que não encontrava uma resposta. Os dois voltaram a olhar Aurora, que agora corria na direção dos pais segurando um punhado de flores amarelas colhidas pelo caminho.

Quando a noite caiu, Aurora já dormia no colo de Jana dentro da casa. O jardim ficou silencioso, iluminado apenas pelas luzes espalhadas entre as árvores. Heitor e Sophia permaneceram deitados sobre a manta, um ao lado do outro. O vento balançava lentamente os galhos acima deles, nenhum dos dois parecia ter pressa de voltar para dentro.

Heitor mantinha uma das mãos entrelaçada à dela enquanto observava o céu completamente limpo. Foi então que um risco luminoso atravessou a escuridão.

— Olha.

Sophia acompanhou a direção que ele apontava. A estrela cadente desapareceu tão rápido quanto surgiu.

— Faz um pedido, amor.

Ela continuou olhando para o céu por mais alguns segundos antes de virar o rosto para ele.

— Não preciso.

Heitor sorriu.

— Tem certeza?

Ela assentiu.

— Passei tantos anos desejando uma família... um lar... alguém que me amasse de verdade... Hoje eu tenho tudo o que eu sempre sonhei.

— Então deixa eu fazer um pedido.— Ele murmurou, levando a mão dela até os lábios beijando seus dedos.

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