"Ele é meu filho mais novo."
Ela disse com indiferença, o tom transbordando uma frieza condescendente. "Foi criado fora, então tem um temperamento um pouco selvagem. Mas a Família Martins precisa de sangue novo, precisa dele para continuar a linhagem principal."
"Portanto, o casamento de sua filha com meu filho não passa de uma conveniência mútua."
"Quando a criança nascer, será criada na Família Martins, e daremos à sua Família Pereira uma riqueza que vocês jamais poderiam alcançar em toda a vida, como compensação."
"Quanto ao título de Sra. Martins", a Sra. Martins sorriu com desdém, "naturalmente, ele só pode pertencer a uma jovem de uma família de status igual ao nosso."
"Boom."
Regina sentiu como se sua cabeça tivesse explodido.
Toda a humilhação, a raiva, a dor, tudo subiu à sua cabeça naquele instante.
Ela quase se esqueceu do aviso da Sra. Werneck, esqueceu onde estava, sentindo apenas um fogo que a fazia tremer por inteiro.
"A Família Pereira pode não ter um status elevado, e de fato não estamos à altura da Família Martins."
"Mas!" seus olhos avermelharam, e ela encarou a Sra. Martins. "Minha filha não é uma ferramenta de procriação escolhida pela sua família! E meus netos jamais serão entregues a vocês para serem criados!"
A Sra. Martins não esperava que ela ousasse desafiá-la daquela forma, e seu rosto imediatamente se fechou.
"Como esperado, os que vêm de famílias pequenas não sabem se controlar."
"Ainda sonha em usar uma criança para se agarrar à Família Martins? Sra. Pereira, estou informando-a, não negociando com você!"
Ela deu um passo à frente, olhando para Regina de cima.
"Você acha que, com os recursos insignificantes da sua Família Pereira, ousa lutar por uma criança com a Família Martins?"
Regina cerrou os dentes.
Era verdade.
Com que armas ela lutaria contra a Família Martins?
Essa constatação a trouxe de volta à realidade e, ao mesmo tempo, a mergulhou em um desespero sem fim.
Ela não conseguia acreditar que Davi, um bombeiro, pudesse ser o herdeiro de uma família como a Martins.
Muito menos que seu casamento com sua filha fosse, desde o início, um engano para garantir a continuação da linhagem!
Nesse momento, uma empregada se aproximou com uma bandeja de veludo.
Na bandeja, havia um conjunto completo de joias de esmeralda, deslumbrantes.
A expressão da Sra. Martins se suavizou novamente, como se sua rispidez anterior fosse apenas uma ilusão.
"Não quero que Davi saiba que a convidei hoje."
Ela fez um gesto para a empregada.
A empregada entendeu e se aproximou com a bandeja.
Ela já estava confinada na mansão e, no incidente em que agrediu Aurora, ela também se considerava uma vítima, mas tanto o marido quanto o filho a culpavam.
Se Aurora realmente desse à luz e entrasse para a Família Martins, sua posição como matriarca estaria segura?
Regina saiu apressadamente daquela sala de chá opressiva, atravessou a estufa e correu de volta para onde o carro estava estacionado.
Ela abriu a porta, entrou e estava prestes a dar uma ordem ao motorista.
Mas a mesma empregada a alcançou, ainda segurando a bandeja de veludo.
Ela abriu a porta do carro rapidamente e colocou a bandeja inteira na pequena mesa interna.
"Sra. Pereira, por favor, aceite. Não dificulte as coisas para nós, empregados." A empregada disse com um sorriso forçado. "Além do mais, este conjunto é muito valioso. A senhora ficará muito bem com ele."
Dito isso, ela fechou a porta do carro rapidamente e correu de volta.
Regina estava com o peito subindo e descendo de raiva, e ordenou ao motorista com voz ríspida:
"Tire isso daqui!"
O motorista desceu rapidamente, mas o pesado portão de ferro já estava fechado.
Regina olhou para a câmera de segurança acima do portão e ordenou friamente:
"Deixe na entrada!"
O motorista hesitou por um momento, mas obedeceu, colocando a bandeja em frente ao portão fechado da Família Martins.

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