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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 693

"Ele é meu filho mais novo."

Ela disse com indiferença, o tom transbordando uma frieza condescendente. "Foi criado fora, então tem um temperamento um pouco selvagem. Mas a Família Martins precisa de sangue novo, precisa dele para continuar a linhagem principal."

"Portanto, o casamento de sua filha com meu filho não passa de uma conveniência mútua."

"Quando a criança nascer, será criada na Família Martins, e daremos à sua Família Pereira uma riqueza que vocês jamais poderiam alcançar em toda a vida, como compensação."

"Quanto ao título de Sra. Martins", a Sra. Martins sorriu com desdém, "naturalmente, ele só pode pertencer a uma jovem de uma família de status igual ao nosso."

"Boom."

Regina sentiu como se sua cabeça tivesse explodido.

Toda a humilhação, a raiva, a dor, tudo subiu à sua cabeça naquele instante.

Ela quase se esqueceu do aviso da Sra. Werneck, esqueceu onde estava, sentindo apenas um fogo que a fazia tremer por inteiro.

"A Família Pereira pode não ter um status elevado, e de fato não estamos à altura da Família Martins."

"Mas!" seus olhos avermelharam, e ela encarou a Sra. Martins. "Minha filha não é uma ferramenta de procriação escolhida pela sua família! E meus netos jamais serão entregues a vocês para serem criados!"

A Sra. Martins não esperava que ela ousasse desafiá-la daquela forma, e seu rosto imediatamente se fechou.

"Como esperado, os que vêm de famílias pequenas não sabem se controlar."

"Ainda sonha em usar uma criança para se agarrar à Família Martins? Sra. Pereira, estou informando-a, não negociando com você!"

Ela deu um passo à frente, olhando para Regina de cima.

"Você acha que, com os recursos insignificantes da sua Família Pereira, ousa lutar por uma criança com a Família Martins?"

Regina cerrou os dentes.

Era verdade.

Com que armas ela lutaria contra a Família Martins?

Essa constatação a trouxe de volta à realidade e, ao mesmo tempo, a mergulhou em um desespero sem fim.

Ela não conseguia acreditar que Davi, um bombeiro, pudesse ser o herdeiro de uma família como a Martins.

Muito menos que seu casamento com sua filha fosse, desde o início, um engano para garantir a continuação da linhagem!

Nesse momento, uma empregada se aproximou com uma bandeja de veludo.

Na bandeja, havia um conjunto completo de joias de esmeralda, deslumbrantes.

A expressão da Sra. Martins se suavizou novamente, como se sua rispidez anterior fosse apenas uma ilusão.

"Não quero que Davi saiba que a convidei hoje."

Ela fez um gesto para a empregada.

A empregada entendeu e se aproximou com a bandeja.

Ela já estava confinada na mansão e, no incidente em que agrediu Aurora, ela também se considerava uma vítima, mas tanto o marido quanto o filho a culpavam.

Se Aurora realmente desse à luz e entrasse para a Família Martins, sua posição como matriarca estaria segura?

Regina saiu apressadamente daquela sala de chá opressiva, atravessou a estufa e correu de volta para onde o carro estava estacionado.

Ela abriu a porta, entrou e estava prestes a dar uma ordem ao motorista.

Mas a mesma empregada a alcançou, ainda segurando a bandeja de veludo.

Ela abriu a porta do carro rapidamente e colocou a bandeja inteira na pequena mesa interna.

"Sra. Pereira, por favor, aceite. Não dificulte as coisas para nós, empregados." A empregada disse com um sorriso forçado. "Além do mais, este conjunto é muito valioso. A senhora ficará muito bem com ele."

Dito isso, ela fechou a porta do carro rapidamente e correu de volta.

Regina estava com o peito subindo e descendo de raiva, e ordenou ao motorista com voz ríspida:

"Tire isso daqui!"

O motorista desceu rapidamente, mas o pesado portão de ferro já estava fechado.

Regina olhou para a câmera de segurança acima do portão e ordenou friamente:

"Deixe na entrada!"

O motorista hesitou por um momento, mas obedeceu, colocando a bandeja em frente ao portão fechado da Família Martins.

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