Ao lado de cada uma das outras senhoras, havia uma empregada, ajudando a entregar tesouras e a aparar os galhos das flores.
Apenas ao lado dela, o lugar estava vazio.
A Sra. Martins, como se só tivesse notado naquele momento, exclamou surpresa: "Oh!"
"Sra. Pereira, como sai de casa sem trazer uma empregada competente?"
Assim que ela disse isso, a senhora com o diamante rosa cobriu a boca com a mão e riu, acrescentando:
"Isso não pode. Vindo a um chá como este, se não tiver uma empregada para ajudar, como vai se concentrar nos arranjos florais?"
Enquanto falava, ela olhou para Regina de cima a baixo de forma sugestiva.
"Mas, bem, imagino que seja a primeira vez da Sra. Pereira em um chá do nosso nível. É normal não conhecer as regras."
"Pff..."
Uma onda de risos ecoou pelo pavilhão.
As bochechas de Regina coraram instantaneamente.
Foi justamente por dar tanta importância a este encontro, para não parecer arrogante, que ela decidiu não trazer uma empregada.
Não esperava que esse gesto de respeito se tornasse a maior piada aos olhos delas.
A Sra. Martins, vendo que o clima estava no ponto, acenou com a mão sorrindo e ordenou a uma empregada que esperava ao lado:
"Vá ajudar a Sra. Pereira."
"Sim, senhora."
Regina se levantou e inclinou a cabeça levemente para a Sra. Martins: "Agradeço, Sra. Martins."
A Sra. Martins ergueu as sobrancelhas, um tanto surpresa.
Ela esperava que Regina ficasse mais constrangida, mas não imaginava que a mulher fosse tão calma.
Interessante.
Ela então iniciou um novo tópico de conversa, a voz não muito alta, mas clara o suficiente para que todos ouvissem.
"Sra. Pereira, ouvi dizer que a senhora se divorciou?"
A mão de Regina, que estava pegando a tesoura de flores da empregada, hesitou por um momento, mas ela continuou a aparar os galhos como se nada tivesse acontecido.
Sua calma e compostura fizeram com que a humilhação cuidadosamente planejada parecesse uma piada.
A Sra. Martins de repente sentiu um certo tédio e disse com indiferença: "Chega, ela é minha convidada, falem menos."
Todos se calaram imediatamente.
A senhora do diamante rosa, com um brilho nos olhos, perguntou curiosa: "A propósito, ainda não sabemos como a Sra. Martins e a Sra. Pereira se conheceram."
Essa pergunta também era a dúvida de todos os presentes.
"Bem, é uma longa história."
A Sra. Martins disse lentamente, notando com o canto do olho que a mão de Regina, segurando a tesoura, havia parado.
Ela sorriu. "Na verdade, não conheço a Sra. Pereira, mas sim a filha dela, Aurora."
"Ela é uma jovem muito capaz." A Sra. Martins olhou para as outras. "Grupo Galaxy, vocês já ouviram falar?"
As damas se entreolharam e balançaram a cabeça.
Em Cidade Luz, havia inúmeros grupos empresariais, e um nome desconhecido como esse provavelmente não era nada de importante.

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