Aurora Franco olhou para aquela cena, sentindo-se tomada pela ansiedade e preocupação.
O que a deixava ansiosa era a segurança de Susana; o que lhe causava preocupação era o fato de Mário Pontes invadir daquela maneira, correndo o risco de ofender profundamente a Família Anjos.
Ela respirou fundo, tentando se acalmar, e tomou uma decisão.
"Eu vou entrar primeiro para ver como estão as coisas. Se for só impressão minha, vocês não precisam entrar."
Sentia-se inquieta ao lembrar das histórias que Susana Anjos lhe contara sobre as regras rígidas da família Anjos.
Com um único golpe de cinto, poderia-se perder quase metade da vida.
Ela apressou o passo até a porta da mansão e tocou a campainha.
Logo, o mordomo apareceu e, ao vê-la, ficou visivelmente surpreso.
"Srta. Franco? Você ainda não foi embora?"
Aurora foi direta ao ponto: "Estou esperando pela Susana. Pode perguntar quanto tempo ela ainda vai demorar para sair?"
O mordomo soltou um suspiro pesado ao escutar isso, com um olhar de compaixão e resignação.
"Srta. Franco, é melhor a senhora voltar para casa. A senhorita acabou de ser punida pela família e agora está de castigo. Receio que ela não poderá sair por vários meses."
"O que você disse?!"
O semblante de Aurora mudou drasticamente. Sem se importar com mais nada, ela tentou avançar para dentro.
"Srta. Franco, a senhora não pode entrar!" O mordomo imediatamente a impediu com o braço. "O senhor deixou ordens: hoje a Família Anjos não recebe visitas. Por favor, vá embora!"
Mal terminara de falar—
"BAM!"
Um estrondo ecoou.
Mário simplesmente arrombou o portão de ferro trabalhado com um chute, entrando com uma aura ameaçadora.
……
Na sala de estar da mansão Anjos, o clima era pesado.
No chão de mármore, algumas manchas de sangue escuro ainda não tinham sido completamente limpas, servindo de lembrete perturbador do que havia acontecido.
Gil Anjos e Silvana Damaso estavam sentados no sofá com expressões sombrias.
Noemi Anjos estava meio agachada ao lado de Silvana, tentando acalmá-la com voz suave.
Nesse momento, uma empregada desceu correndo as escadas, visivelmente nervosa.
Noemi foi a primeira a reagir, apontando para Mário e gritando:
"Pai! Esse é o bombeiro! É com ele que a minha irmã anda se envolvendo lá fora!"
Silvana imediatamente o reconheceu, ficando ainda mais séria.
"Seguranças! Expulsem-no imediatamente!"
Quando os seguranças avançaram, Aurora também entrou.
Seu olhar foi direto para as manchas de sangue no mármore, e suas pupilas se contraíram violentamente.
Ela ergueu o rosto, os olhos vermelhos de raiva e decepção.
"Tio, tia, por mais que Susana tenha errado, ela ainda é filha de vocês! Como puderam ser tão cruéis com ela?"
Ela se aproximou rapidamente da empregada, perguntando ansiosa: "Onde está Susana?"
Assustada com a confusão e temendo que algo realmente grave tivesse acontecido com a senhorita, a empregada apontou instintivamente para o andar de cima.
"No... no quarto."
Aurora imediatamente disse a Mário: "Suba! Terceira porta à direita! Depressa!"

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