Do outro lado da linha, Davi apertou levemente o celular, os nós dos dedos ficando brancos.
Família Anjos, Susana.
Essas duas palavras estavam completamente separadas em sua mente.
Ele era tão indiferente com a própria mãe quanto seria com um estranho, quanto mais com esses parentes.
Mas aquela era a primeira vez que Aurora lhe pedia ajuda espontaneamente.
Ele quase não hesitou, respondendo com voz grave: "Tudo bem."
Em seguida, perguntou: "Onde você está agora?"
Aurora olhou para a mansão da Família Anjos não muito longe dali e respondeu: "Estou esperando você do lado de fora da casa da Família Anjos."
As sobrancelhas de Davi se franziram imediatamente.
Se ele fosse à Família Anjos, teria que ir como Sr. Luan.
Mas Aurora estava ali fora.
Se eles se encontrassem, sua identidade estaria completamente comprometida.
Ele engoliu em seco, a voz trazendo um tom de desculpa: "Tenho um assunto aqui e não posso sair agora. Vou pedir para o Fagner ir buscar você."
Aurora estava tão ansiosa naquele momento que nem pensou muito.
Ela também sabia que, para conseguir tirar alguém de uma família poderosa como a Família Anjos, precisaria enviar alguém de peso suficiente.
"Tudo bem," ela concordou imediatamente, "peça para ele vir o quanto antes!"
Depois de desligar, Aurora ficou sentada no carro, vendo o tempo passar lentamente.
Mas Fagner não apareceu.
……
Dentro da mansão da Família Anjos.
Assim que Aurora saiu, Gil ficou com o rosto fechado, a voz fria voltada diretamente para Susana.
"Ajoelhe-se."
Susana parecia já acostumada, caminhou em silêncio até o centro do salão, ajoelhando-se com firmeza sobre o mármore claro.
Aquele local não tinha móveis por perto, facilitando a punição.
Os olhos dela se encheram de lágrimas, a voz trêmula: "Mãe, só penso no bem da minha irmã! A Família Correia domina toda a Cidade das Nuvens, tem até mais patrimônio que a nossa Família Anjos. Eu faria algum mal para ela? Minha irmã… como pode me acusar desse jeito?"
Gil pegou o chicote da bandeja, batendo-o na palma da mão, o som ecoando pesado.
"Peça desculpas à sua irmã."
"Sua irmã se esforçou tanto pelo seu casamento e você só se importa com o rosto do homem, superficial!"
"Se quer casar, que ela case!" Susana replicou com um sorriso frio. "Eu não vou casar, muito menos pedir desculpas!"
"Você!"
Gil perdeu completamente o controle, circulou Susana e desceu o chicote sobre ela!
"Pá!"
O som seco cortou o ar, o chicote atingiu duramente as costas de Susana.
"Ah!"
Susana curvou-se imediatamente de dor, o suor frio escorrendo pelo corpo.

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