Entrar Via

Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 550

Ao voltar para a Vila Fluxa, Aurora parecia ter recebido uma injeção de ânimo e mergulhou de cabeça no escritório.

Depois de alguns dias de preguiça, ela voltara a ser cheia de energia.

Davi só chegou bem tarde.

Os dois jantaram em silêncio, e logo Aurora voltou para o escritório.

Davi olhou para a porta fechada, as sobrancelhas profundamente franzidas.

Nesses dias, nenhum dos dois voltou a tocar no assunto dos filhos.

Para aliviar o clima, ele até tentou quebrar o gelo com a intimidade do toque.

Mas, depois daquela noite, parecia que eles estavam ainda mais distantes.

Ela já não o chamava de marido, nem tomava a iniciativa de lhe dizer qualquer palavra.

Mesmo com ele em casa, ela se trancava no escritório.

À noite, Aurora terminou de se arrumar para dormir e deitou-se como de costume, porém de costas para ele.

No escuro, o braço do homem se estendeu, puxando-a para junto de si, abraçando-a pelas costas.

"Amanhã estarei livre e vou ficar em casa com você. Tem algum lugar que queira ir?"

Aurora recusou friamente: "Amanhã tenho compromissos, vou sair."

Davi, por instinto, apertou o abraço, envolvendo-a mais forte, como um cão grande carente de segurança, encostando o queixo no ombro dela, o hálito quente roçando o ouvido sensível dela.

"Então eu vou com você, tudo bem?"

A orelha de Aurora formigou.

Ela, porém, fez questão de responder na voz mais calma possível, dizendo apenas três palavras:

"Não é conveniente."

Na mesma hora, as sobrancelhas de Davi se apertaram ainda mais, e sua voz ganhou um tom de mágoa.

"Amor, não faz isso comigo, por favor?"

Aurora se virou de repente, encarando-o no escuro.

"E você?" retrucou ela. "Não pode ser um pouco mais sincero comigo?"

Davi ficou em silêncio.

A irritação de Aurora cresceu; ela afastou com força o braço que a segurava, a voz fria:

"Tira a mão!"

Ela aproveitou para escapar do abraço dele, afastando-se para a beirada da cama, irritada.

Mas, no segundo seguinte, o corpo quente dele se uniu novamente ao dela, com uma teimosia grudenta, prendendo-a de volta em seus braços.

A voz rouca:

"Então, amanhã, tome cuidado quando sair. Se precisar de mim, é só chamar."

A raiva de Aurora só aumentou!

Em nenhum momento ela indicou que o deixaria entrar.

O rosto de Nelson ficou sombrio. Ele afastou com força o braço do segurança e entrou no elevador com uma passada larga.

Ele a encarou e questionou: "Aurora, você prometeu ser minha amiga. Vai quebrar a palavra?"

O segurança, vendo a situação, consultou: "Diretora Franco, deseja que eu o retire?"

Aurora franziu a testa. "Não precisa."

Faltavam só alguns segundos para chegar ao térreo, então não faria diferença.

Ela se encostou em um canto do elevador, aumentando a distância.

As portas se fecharam devagar. Nelson ficou no centro e, de repente, falou:

"Me deixe voltar."

Vendo que Aurora não reagiu, ele continuou: "Se você não tivesse me bloqueado, eu teria conseguido te avisar imediatamente na última vez. Você não teria sido levada para aquele lugar horrível e quase morrido lá."

Aurora refletiu, mas permaneceu impassível.

A voz de Nelson ganhou urgência:

"Aurora, nesse momento, será que você não pode deixar essas mágoas de lado e se unir a mim contra o nosso inimigo comum?"

Aurora finalmente ergueu os olhos para ele e perguntou:

"E o que você pretende fazer?"

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Como uma Fênix, Renasce das Cinzas