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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 548

Vendo que o clima ficava cada vez mais estranho e que sua presença ali era um verdadeiro estorvo, igual a uma vela acesa em jantar romântico, Aurora achou que o melhor era sair de fininho.

Ela, então, pegou sua bolsa discretamente.

"Então... Sr. Martins, talvez seja melhor vocês conversarem. Eu vou esperar lá fora um pouco."

Ela ainda não tinha dado nem dois passos para sair.

Um "clique" seco ecoou no ambiente.

Davi fechou o pingente de pedras preciosas com um gesto ágil.

"Não precisa."

Ele respondeu a Aurora e logo voltou seu olhar para Francisca, que estava completamente atônita.

"Isso, eu estou pegando de volta."

Ele fechou a mão, segurando o colar com força na palma.

"Eu não tenho sentimentos por você, nem nunca teremos nada."

"Além disso, eu já sou casado."

"Espero que você enxergue a realidade e recomece a sua vida."

"Agora, pode ir."

O rosto de Francisca perdeu toda a cor instantaneamente, seus olhos estavam cheios de incredulidade.

Ela não conseguia aceitar aquele desfecho, sua voz tremia.

"Mas esse... esse foi o presente que você me deu na minha festa de debutante! Luan, como você pode fazer isso comigo?"

Davi franziu o cenho, demonstrando impaciência.

"Eu prefiro não chamar ninguém para te acompanhar até a porta."

"Srta. Werneck, mantenha a dignidade."

Francisca mordeu com força o lábio inferior, a ponto de quase feri-lo.

Seu olhar ficou alguns segundos fixo no rosto frio de Davi, e então, de repente, ela virou para Aurora, que estava ao lado, totalmente inocente.

Nos olhos dela brilhou uma inveja intensa, misturada com rancor.

Francisca pegou a bolsa e saiu rapidamente do salão reservado.

Aurora franziu as sobrancelhas.

Mesmo sem olhar diretamente para Francisca, sentiu o peso de um olhar odioso, como agulhas cravadas em seu corpo.

Pronto, agora tinha arrumado problema.

Aurora levou um susto, mas imediatamente forçou um sorriso, tentando se mostrar simpática.

"Quero dizer, o senhor fez o que era certo!"

"Com pessoas assim, precisa agir rápido e direto. Não pode deixar nenhuma esperança para o outro lado!"

Davi observou a rapidez com que ela mudava de expressão e, por um instante, um leve sorriso quase imperceptível surgiu em seu olhar.

"Quando se corta o mal pela raiz, toda compaixão que parece inofensiva pode, no futuro, virar uma lâmina contra você."

"Dar espaço para os outros é cavar sua própria armadilha."

"Srta. Franco, não acha?"

Seus olhos profundos, por trás das lentes, encaravam-na diretamente.

Aurora sentiu o coração dar um salto.

Teve a forte impressão de que aquelas palavras não eram só para Francisca, mas também um aviso para ela mesma.

Davi já tinha guardado discretamente o colar de pedras preciosas no bolso interno do paletó. Seus dedos longos abriram o cardápio à sua frente, com uma postura nobre e elegante.

Aurora tentou controlar a inquietação dentro de si, mas não conseguiu evitar e, timidamente, perguntou:

"Sr. Martins, o senhor... tem certeza de que não conhece o Davi?"

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