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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 534

Era um porta-talismã vermelho, trabalhado com requinte, com padrões complexos de nuvens bordados em fio dourado. Ao toque, transmitia uma sensação suave e cálida.

Seus dedos acariciaram o talismã distraidamente, até que, de repente, a ponta dos dedos sentiu um pequeno objeto duro.

Aurora, com cuidado, desfez o laço vermelho que selava o porta-talismã.

De lá caiu um pedaço de papel amarelo, dobrado de forma precisa e ordenada.

Ao desdobrá-lo, encontrou uma linha de caligrafia vigorosa e cheia de vida:

"Que meus descendentes da Família Martins cresçam em paz e segurança."

Aurora se endireitou de repente, as pupilas se contraíram num instante.

Família Martins?

Aquele era um amuleto de proteção que avó Martins tinha pedido para os filhos dela, mas por que estava escrito… "meus descendentes da Família Martins"?

Será que… de novo a avó estava confusa por conta da doença, misturando pessoas e situações?

Aurora dobrou cuidadosamente o papel do amuleto e o guardou de volta no porta-talismã.

Em seguida, destravou o celular, os dedos ágeis percorrendo a tela.

No campo de busca, digitou a palavra "gêmeos".

Em poucos segundos, rostos infantis e adoráveis começaram a surgir, disputando espaço nos vídeos curtos.

Havia dois meninos idênticos, vestindo uniformes de futebol iguais, correndo atrás de uma bola na grama, sorrindo como dois pequenos sóis.

Também havia irmãs de vestidos de princesa, cabeças encostadas, partilhando juntas um pedaço de bolo, tão doce que chegava a enjoar.

Até mesmo um casal de idosos, ambos de cabelos brancos, caminhando de mãos dadas sob o pôr do sol, apoiando-se um no outro, com rugas perfeitamente iguais nos rostos.

Nos vídeos, não havia maldição, nem desgraça, apenas risos e companhia em dobro.

No entanto, um sorriso frio surgiu nos lábios de Aurora.

No fim das contas, quanto mais rica era a família, mais absurdas eram essas regras ocultas e incompreensíveis.

Usavam vidas humanas como aposta, e no fim, jogavam toda a culpa sobre duas crianças.

Era ridículo ao extremo.

Mas ela não conseguia entender… Davi…

Um homem treinado de maneira tão rigorosa, alguém que supostamente acreditava na ciência acima de tudo, como podia compartilhar de ideias tão absurdas quanto aquelas pessoas?

A inquietação em seu interior a fez, sem perceber, sair do aplicativo de vídeos e abrir o status do WhatsApp.

Deslizando o dedo para baixo, viu uma foto postada por Francisca.

Aurora arqueou as sobrancelhas e deixou um "curtir" quase sem pensar.

Lembrou-se também da promessa feita a Francisca.

Ela queria preparar o melhor do mundo para seus pequenos.

.

Ao mesmo tempo.

Do lado de fora do Corpo de Bombeiros Matriz, um carro executivo preto de alto padrão aguardava silenciosamente há algum tempo.

Davi abriu a porta e entrou.

O assistente entregou imediatamente um terno sob medida, recém-passado.

Mas ele não se moveu.

O homem recostou-se no banco de couro, olhando para o cenário urbano que passava rapidamente pela janela, a linha do maxilar tensa.

A expressão carregada em suas sobrancelhas era densa, quase impossível de dissipar.

Ele não esperava que Aurora descobrisse aquele segredo tão rapidamente.

Quem havia contado a ela?

Um lampejo gélido passou em seu olhar, e sua voz soou fria como gelo:

"Descubra quem contou à senhora sobre os gêmeos."

O assistente estremeceu e imediatamente baixou a cabeça em resposta: "Sim, senhor."

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