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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 360

O olhar ardente dele permaneceu fixo nela, a voz carregando uma emoção contida que mal conseguia disfarçar.

"Aurora, eu sabia... Você nunca me esqueceu de verdade."

"Precisamos conversar seriamente."

Aurora, porém, nem sequer levantou as pálpebras, interrompendo-o friamente:

"Você já descobriu quem foi o verdadeiro responsável pela morte da minha mãe?"

A expressão de Nelson rapidamente se apagou, e ele ficou parado ali, completamente rígido.

Vendo aquele rosto, Aurora entendeu tudo; um sorriso de escárnio surgiu em seus lábios.

"Não descobriu?"

"Ou... não tem coragem de buscar a verdade?"

Nelson franziu profundamente a testa, a voz abafada:

"Quando ela criou o personagem, não ativou o cache. Eu não consigo ver tudo o que passou pela cabeça dela."

Aurora estreitou os olhos.

Íris havia sido cautelosa, afinal.

No mundo de realidade virtual, tudo podia ser controlado e configurado por ondas cerebrais; ao que parecia, ela temera que Nelson descobrisse algo e, por isso, não ativou o cache de propósito.

Mas, para limpar o nome de sua mãe, ela precisava fazer alguma coisa.

"Posso te ajudar a instalar um programa de cache externo."

Ela fez uma pausa. "Se não confiar em mim, pode procurar outra pessoa..."

Antes mesmo que terminasse a frase, Nelson empurrou rapidamente os óculos de realidade virtual em seus braços.

"Eu confio em você."

Nesse instante, uma silhueta alta e imponente apareceu na porta da varanda.

Davi, com uma mão no bolso da calça, deixou o olhar passar por Nelson e pousar diretamente em Aurora.

Ele estendeu a mão para ela, a voz grave:

"Amor, está na hora de voltar pra casa."

Aurora imediatamente contornou o corpo paralisado de Nelson e colocou sua mão na de Davi.

"Sim."

Ela respondeu, deixando-se levar por ele, saindo sem olhar para trás.

Nelson permaneceu imóvel, só depois de muito tempo se virou lentamente.

Esse gesto pareceu incendiar de vez a razão do homem.

A mão de Davi deslizou decidida sob a borda da toalha frouxa, tocando a pele quente e suave dela.

Os dedos ásperos, cobertos por calos, ao deslizar por cada centímetro, deixavam atrás de si rastros de arrepios incontroláveis.

Enquanto a beijava, os dedos quentes e firmes desciam lentamente, explorando com delicadeza, depois se aprofundando, devagar...

Aurora sentiu uma onda de fraqueza, a mente virando um borrão, restando apenas pequenos gemidos escapando de seus lábios.

Quando ele julgou que era o momento certo, Davi rapidamente afastou as mãos, sussurrando rouco em seu ouvido: "Espere por mim", e levantou-se para pegar algo.

Mas nesse breve intervalo, Aurora, ao relaxar de repente, foi invadida por um cansaço inexplicável, como uma maré, e adormeceu imediatamente.

Davi: "..."

Ele olhou para o que acabara de tirar do pacote, depois para a mulher deitada na cama, respirando tranquila, e quase riu de incredulidade.

O homem se inclinou, depositando um beijo quente atrás da orelha sensível dela, a ponta da língua traçando um leve arco.

Sua voz aveludada, cheia de desejo contido, soou como um feitiço irresistível:

"Aurora, só pode dormir depois que terminarmos."

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