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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 315

— Então eu vou sair um pouco. Vó, Lô, se precisarem de alguma coisa, é só chamar a cuidadora. Eu volto rapidinho. — Disse Ethan.

— Vai logo resolver as suas coisas. — Lorena falou depressa.

Ethan sorriu:

— Eu também não tenho tanta coisa assim para resolver, já já eu estou de volta.

Ele tinha colocado a avó em um quarto particular, próprio para pacientes graves. Na noite anterior, ele e Lorena tinham dormido ali mesmo: ele tinha ficado no sofá e Lorena, na cama de acompanhante.

A cuidadora só tinha começado a trabalhar naquele dia. Mas a cuidadora só era responsável pelos cuidados médicos do dia a dia. Para a parte da comida, se eles conseguissem arrumar uma empregada que ficasse só por conta das refeições, seria o ideal.

Enquanto Ethan pensava nisso, ele saiu do quarto e depois deixou o setor de internação.

No hall dos elevadores, cinco ou seis homens já estavam em posição, bem alinhados. Quando eles viram Ethan sair do setor, eles imediatamente se organizaram em fila, peito estufado, postura impecável.

Ethan ficou sem saber o que dizer:

— Foi o Ailton que mandou vocês virem para cá?

— Foi, sim. — O que estava na frente respondeu. — Senhor Rossi, ainda tem mais alguns lá embaixo, no térreo, e outros embaixo da janela do quarto.

Ethan ficou sem palavras.

Ele olhou para aqueles homens com roupas praticamente iguais e sentiu uma leve dor de cabeça:

— Do jeito que vocês estão… vão acabar assustando o pessoal do hospital! A segurança aqui nessa região do Brasil é ótima, não precisa de tudo isso.

— Senhor Rossi, é o nosso trabalho.

"Deixa para lá, deixa para lá…"

Ethan sabia que não adiantava discutir, porque eles não iriam embora:

— Então, pelo menos, tentem não chamar tanta atenção. Sejam discretos!

Quando ele trouxe Lorena de volta do exterior, no mesmo voo já tinham pelo menos uns trinta seguranças misturados entre os passageiros comuns. No voo seguinte, chegaram mais algumas dezenas, logo atrás.

Ailton realmente estava vendo perigo em todo canto. Se fosse no exterior, Ethan até entendia esse esquema de proteção 24 horas, porque a família do pai dele era praticamente uma alcateia de lobos, todo mundo torcendo para ele cair morto de uma hora para outra. Mas ali no Brasil, ele sinceramente achava aquilo um exagero.

Os seguranças também se sentiam injustiçados. Eles juravam que já estavam sendo discretos, todos usando camiseta básica, bem comum. O problema é que eles tinham acabado comprando tudo igual, sem querer. E, além disso, o tamanho e o porte físico de cada um chamavam atenção de qualquer jeito. Aquela quantidade de músculo não tinha como passar despercebida.

Depois de dar uma volta completa pelo imóvel, Ethan não ficou muito satisfeito.

Ailton percebeu na hora:

— O prazo estava apertado. Entre o que apareceu, essa foi a melhor opção.

— Deixa assim mesmo. Dá para morar, é o que importa. A Lorena e a vó vão ficar só um mês aqui e depois vão embora. A gente nem sabe se vai voltar para o país depois. A parte estrutural não tem como mudar, mas todo o mobiliário e decoração a gente troca.

— Certo. — Ailton já conhecia bem o gosto dele e tinha previsto que ele não ia gostar daquele estilo de decoração, que era exagerado demais, cheio de luxo.

— Já arrumou uma empregada para ficar na casa?

Essa era a parte que mais preocupava Ethan.

— Em cima da hora ficou meio complicado. Se o senhor quiser, posso trazer alguém de fora do país.

— Vai procurando aqui e, ao mesmo tempo, pede para trazer gente de fora também. Se vierem duas ou três, melhor ainda.

Já que Ethan tinha saído do hospital, Ailton aproveitou para tratar de alguns assuntos da empresa que ainda precisavam da decisão dele. Por isso, mesmo com Ethan morrendo de vontade de voltar logo para ver Rita, ele ainda passou com Ailton na empresa que eles estavam montando e que ainda estava em fase de preparação.

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