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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 313

Na empresa de Isaac, naquela manhã.

De manhã, a reunião já tinha se arrastado por quatro horas seguidas. Já tinha passado da hora do almoço quando a sala de reuniões, de repente, ficou em silêncio.

Os participantes começaram a se entreolhar.

Todos os tópicos da pauta já tinham sido discutidos. Todos esperavam Isaac encerrar oficialmente a reunião, mas ele parecia ainda pensar em alguma coisa. Será que ele tinha mais algum ponto para tratar?

Breno pigarreou de leve:

— Senhor Isaac, o senhor ainda tem algo para acrescentar?

Isaac finalmente despertou como se tivesse saído de um transe:

— Ah… não, por enquanto é isso. Obrigado a todos, reunião encerrada.

Assim que todos se levantaram, a porta da sala de reuniões se abriu e uma voz doce e animada ecoou:

— Nossa, muito obrigada pelo esforço de vocês. O almoço já chegou, vocês podem comer aqui mesmo na sala.

Aurora entrou sorrindo, carregando duas grandes sacolas de marmita:

— Lá fora ainda tem mais. Abram essas duas aqui primeiro, que eu vou buscar o resto.

Na mesma hora, um coro de comemoração explodiu na sala de reuniões:

— Uau, a Dona Aurora está oferecendo o almoço para a gente! Obrigado!

— De jeito nenhum que a senhora vai carregar tudo sozinha, Dona Aurora. A gente pega o resto!

— Obrigado, Dona Aurora, você é a nossa sorte grande aqui dentro da empresa!

Em poucos segundos, todo mundo começou a chamar Aurora de "Dona Cunha". Ela riu tanto que os olhos quase sumiram:

— Gente, para com isso. Vocês é que se matam de trabalhar pela empresa. Eu mandar almoço para vocês de vez em quando não é nada demais. Vocês é que são os verdadeiros pilares daqui.

Depois disso, ela olhou para Isaac:

— Isaac, a sua comida está na sua sala. Você vai para lá comer?

Isaac se virou e viu que os olhos de Aurora já estavam marejados.

— Isaac, eu nem sei por que eles começaram a me chamar de Dona Aurora de uma hora para outra… — Aurora enxugou o canto dos olhos, visivelmente magoada.

— Ah, qual é, que drama por causa de um jeito de chamar. — Breno se meteu. — E, convenhamos, no fim das contas… a segunda dona também é dona da empresa, né.

Isaac fechou os olhos por um instante. Na cabeça dele, voltou a cena daquela manhã vergonhosa, que ele preferia esquecer.

— A culpa é toda minha… — Os olhos de Aurora estavam completamente vermelhos. Ela fungou, a voz embargada. — Eu não devia ter vindo… Eu só… eu só ouvi o Breno dizer que vocês estavam exaustos esses dias… aí… eu quis fazer alguma coisinha para ajudar vocês… foi egoísmo meu… me desculpa, Isaac… eu não venho mais…

O nó que vinha apertando o peito de Isaac finalmente se desfez naquele momento. Ele soltou um suspiro pesado:

— Você não errou. Eu sei o que você quis fazer. A gente se conhece há tantos anos, como é que eu não ia entender você? O problema é comigo…

Depois de suspirar, ele pegou o celular, abriu a conversa com Aurora e transferiu uma quantia de dinheiro para ela.

— Eu vou ficar atolado de coisa por um tempo. Se você gostar de alguma coisa, compra para você.

— Isaac! — Aurora se irritou na hora. — O que é que você pensa que eu sou?

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