— Senhora, isso é dinheiro demais. — Isabela não se atrevia a aceitar e falou depressa.
— Eu preciso te dar. — Lorena respondeu. — Você se machucou de um jeito que vai ficar uns dois, três meses sem poder trabalhar. Mesmo que seja só como indenização pelo tempo parada, eu tenho que te pagar. Daqui para a frente, se você tiver qualquer ideia, qualquer necessidade, você ainda pode falar comigo. Eu sei que não vou estar mais em Huambo, mas, dentro do que eu conseguir fazer, eu vou tentar te ajudar.
Lorena não ficou muito tempo no hospital. O celular dela tocou, era Isaac. Assim que ela atendeu, ele já perguntou onde ela estava.
— Eu estou no hospital, visitando a Isabela. Você está em casa?
Lorena ficou com medo de ele já ter visto o acordo de divórcio.
— Sim, eu cheguei em casa e não vi você. Que horas é bom para você? Eu posso ir te buscar.
— Ah… eu já estou quase saindo.
Pelo jeito, ele ainda não tinha encontrado nada.
— Então me espera, eu vou aí te buscar. Eu chego daqui a pouco.
— Está bem. — Lorena, na verdade, já estava de saída, mas então resolveu esperar por Isaac. Ele tinha saído do trabalho tão cedo hoje?
— Foi o Sr. Cunha que ligou para você? — Isabela perguntou.
Lorena confirmou com a cabeça:
— Sim. Se algum dia você precisar de ajuda, você também pode procurar ele. Ele… na maior parte do tempo, está disposto a ajudar.
Para ser justa, Isaac não era um homem mau. Enquanto não envolvesse Aurora, ele costumava ajudar, sim. Principalmente porque, na vida de Isabela, ainda existia um perigo escondido: ninguém sabia se aquele problema lá da cidade dela, no interior, ia voltar a importunar ela e a filha.
Isabela também entendia isso. Ela assentiu:
— Obrigada por tudo, senhora. Eu espero que, de agora em diante, a senhora seja muito feliz.
— Eu vou ser. — Lorena respondeu.
Lorena, claro, queria ser feliz. Foi justamente para garantir a própria felicidade no resto da vida que ela decidiu sair de Huambo e se afastar daquele homem.
O hospital ficava perto da casa deles, então Isaac chegou em pouco mais de dez minutos. Ele entrou direto no quarto, o que, no fim das contas, também contou como uma visita para Isabela.
O horário de visitas já estava quase terminando, e a própria Isabela insistiu para que eles voltassem para casa.
— Então a gente vai indo. Se você precisar de qualquer coisa, entra em contato com a gente. — Isaac falou, enquanto segurava a mão de Lorena para sair do quarto.
Mas Lorena foi direto para o guichê de pagamento.
— Eu pago. — Isaac tirou o cartão de crédito. — As despesas do hospital não foram suficientes?
— Eu quero deixar um valor a mais. — Lorena explicou. — Quando Isabela tiver alta, é bem provável que a gente não consiga vir buscá-la. Se eu deixar tudo pago agora, ela vai ter dinheiro suficiente para acertar a conta e ir embora tranquila.
— Tudo bem. — Isaac autorizou um valor bem alto. — Se sobrar na hora da alta, eles podem entregar para ela como uma compensação.
— Na minha frente, você não precisa se preocupar com etiqueta.
Por essas e outras, no fim das contas, ele sempre parecia ter duas caras.
Lorena pediu uma feijoada, uma moqueca e ainda uma picanha assada. Como acompanhamento principal, ela escolheu arroz branco. Quando ela viu coxinha no cardápio, ela não resistiu e acrescentou uma porção. Também pediu pão de queijo.
Quando ela já ia devolver o cardápio para Isaac, ela hesitou por um instante e, no fim, não aguentou: acrescentou ainda um prato de carne bovina cozida lentamente, também com arroz branco.
Isaac não segurou o riso.
— Você gosta mesmo disso tudo?
— Eu gosto, sim. — Lorena respondeu com toda a segurança. — O problema é que, no dia a dia, eu quase não como.
— Eu achei que vocês, que trabalham com dança, sempre controlavam o corpo com todo o rigor e nem encostavam nesse tipo de comida. — Isaac olhou de novo para os pedidos, ainda com um sorriso no rosto. — Feijoada, arroz branco, coxinha, pão de queijo… é carboidrato e gordura de mãos dadas. Será que nós dois damos conta de comer tudo isso?
— Eu quero feijoada. Principalmente para jogar o caldo em cima do arroz branco. — Lorena falou. — E eu quero coxinha e pão de queijo também, porque pode ser que eu fique muito tempo sem comer isso.
— Não é mais simples pedir churrasco? Um bom churrasco brasileiro?
— Não. Eu não gosto de ficar cortando carne.
Naquele jantar, ela já tinha decidido. Naquela noite, ela ia comer exatamente o que ela quisesse, do jeito que desse vontade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
Tono capítulo 508 e tá pedindo pra pagar. Como assim gente? Tem que pagar pra ler o resto?...
Nossa esse livro nao acaba, agora vao ficar contando histórias de outros personagens. Chato. E pelo jeito o Isaac vai morrer, com a Lorena nao existirá nada pq mesmo que viva, tem a Ana e outra nem parece que o Isaac gosta da Lorena, ela tem um carinho por conta que ela salvou a vida dele....
Sabe o que é pior dessa história? Gastam para fazer propaganda dela e no final ela é um plágio kkk...
Quem está começando a ler essa História não gaste seu dinheiro com esse livro, leia o Original Dama Cisne Partida pq é o mesmo livro só que com nomes diferentes, E MELHOR ESTÁ TODO GRATUITO, OU SEJA VC NÃO PRECISA PAGAR PARA LER!!...
Que horror, falta de criatividade da autora e dos sites. Será que tem uma forma da gente rever o nosso dinheiro? Pois, trata da mesma estória....
Não vale a pena lê, é igual A Dama Cisne Partida, o pior livro que eu já li. Uma porcaria, sem sentido algum, não explica nada e no final o Isaac morre sem nem se entender com a Lorena....
Galerinha não compensa terminar a leitura é exatamente igual A Dana cisne Partida, é sem sobra de dúvidas o pior livro que eu já li, não tem romance nenhum, não conta o que aconteceu direito com os personagens, a história não faz o menor sentido, o Isaac simplesmente morre sem nunca terem esclarecido tudo. Uma porcaria. Tinha tudo para ser uma boa história de superação, perdão mudança só que não foi....
No começo tá muito bom agora já virou um estica nossa cda hr em um trem agora entra e tal verônica pra arrumar briga com Lorena aaaiiiii já cansou já devia era chegar au fim disso porque o povo só briga anão....
Sinceramente, estou extremamente decepcionada e indignada com essa situação. Depois de tanto tempo acompanhando essa história e gastando dinheiro para desbloquear os capítulos, descobri que ela já existe com outro título: "A Dama Cisne Partida". E não estou falando de uma história parecida ou apenas inspirada em outra. É literalmente a mesma trama, com os mesmos acontecimentos, diálogos e situações, mudando basicamente os nomes dos personagens! Para vocês terem uma ideia, o capítulo 554 daqui corresponde ao capítulo 525 da outra versão. É revoltante pensar que tantas leitoras estão pagando para acompanhar uma história sem sequer saber que existe outra versão disponível gratuitamente na internet. Eu me sinto feita de trouxa, porque poderia ter economizado muito dinheiro e tempo se soubesse disso antes. Não acho justo com quem acompanha, investe e espera ansiosamente pelos próximos capítulos. Então, fica meu aviso para as outras leitoras: pesquisem por "A Dama Cisne Partida" antes de continuarem gastando dinheiro aqui. Comparem as histórias e tirem suas próprias conclusões. Eu, particularmente, não pretendo gastar mais um centavo para continuar lendo algo que já encontrei em outra versão. É uma falta de consideração enorme com quem acompanha a obra e paga por cada capítulo....
85921450189 até o episódio 538 + atualizações inclusas....