Sem saber por quanto tempo ela havia ficado ali parada, quando Alicia voltou a si, sentiu sua mente ficar em branco. Apenas algumas poucas luzes lhe iluminavam à frente.
As lojas estavam todas fechadas e seu corpo estava tão frio como se ela tivesse perdido a consciência. Virando-se, ela voltou para o carro enquanto esfregava os arrepios no braço e dava a partida no veículo quase sem perceber.
A redondeza estava em silêncio e, mesmo sem olhar a hora, Alicia tinha certeza de que já era tarde.
Após dirigir por um tempo, ela não sabia para onde poderia ir. Sentindo-se confusa, ela não ousava ir imprudentemente à um hotel e dirigiu o carro de volta para o Jardim Landrum.
Ao sair do carro, ela percebeu que havia esquecido de levar a bolsa. Ela deu meia volta e voltou para buscá-la. "Ainda bem que decidi voltar para casa! Se eu tivesse ficado em um hotel, provavelmente esqueceria de trancar a porta!", pensou consigo mesma.
Se fosse explorada por alguém, sua vida seria completamente arruinada!
Segurando sua bolsa, ela se lembrou do boneco de prêmio no banco de trás do carro. Quando ela o pegou, não pôde evitar de rir de si mesma sarcástica.
"Casa? Huh, que tipo de casa é essa?"
No passado, ela poderia ter levado isso como um relacionamento rápido onde ambos conseguiram o que precisavam. Mas agora, essa justificativa não a acalmava mais. Ela estava apenas triste e não aguentava mais.
Quando Frederick ouviu o som do motor, ficou extremamente feliz. Ele nunca tinha se sentido tão aliviado antes. Ele correu para fora como se estivesse disputando uma corrida de 100 metros.
Alicia fechou a porta e assim que se virou, caiu em um abraço quente e forte.
Segurando-a firmemente, Frederick sentiu-se extremamente feliz. Mais cedo, ele tinha realmente pensado mais de uma vez que ela talvez não fosse voltar e que estava prestes a perdê-la. Em um instante, ele desejou tê-la eternamente.
"Onde você estava? Por que não atendeu o telefone? Você sabe o quão preocupado eu estava com você?"
Alicia ficou parada ali, em transe, o canto dos seus lábios se torcendo.
"Ally?"
Frederick sentiu que havia algo estranho e a soltou lentamente. Percebeu que sua expressão era indiferente e que seu corpo estava frio. Ele tirou seu paletó e o envolveu em torno de todo o seu corpo. Alicia o empurrou de repente e jogou o paletó no chão.
"Quando você vai parar de fingir na minha frente? Olhe bem! Sou Alicia! Alicia Blanchard! Não a Jasmine que você está pensando! Eu não quero brigar com você! Não me importo com o que você tem em mente. Seja o que for, eu não quero saber. Não quero saber de nada! Frederick, divórcio! Por mais pobre que eu seja e mesmo que ninguém me queira por toda a vida, eu não vou ser o brinquedinho de alguém, muito menos ser a substituta de alguém!"
Alicia chorou zangada e até jogou sua boneca no chão. Ela gritou, "Você é um mentiroso! Um grande mentiroso cheio de mentiras! Não quero te ver nunca mais!"

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