Maia ainda segurava, nas próprias mãos, a parte da fortuna e a fórmula de produção da droga de alta pureza que Douglas queria. Por isso, Douglas não a mataria.
Maia olhou de lado para o perfil de Douglas e deu uma risadinha de canto de boca, cheia de segundas intenções.
— Combinado, então. Quando a gente subir no helicóptero, você a entrega para mim. Vou fazer essa mulher sofrer tanto que ela vai preferir morrer, e deixo só um fio de vida para você. — Disse ela.
Douglas não respondeu nada, nem confirmou nem negou. Ele apenas deu uma ordem para os homens que estavam por perto.
— Fiquem atentos a qualquer movimento em volta. — Ordenou ele.
— Falta quanto para esse helicóptero chegar? — Perguntou Maia, já irritada.
Um dos homens ao lado de Douglas respondeu.
— Faltam cinco minutos.
Enzo empurrava Ivone para a frente enquanto ela andava. Ela ouvia a conversa de Douglas e Maia, tentando pescar alguma informação nas palavras dos dois e, por isso, não prestou atenção no chão. A sola do sapato dela pisou numa pedra saliente, o pé escorregou e o corpo inteiro dela tombou para a frente.
Ela acabou batendo de cabeça em Maia.
Enzo reagiu rápido e puxou a corda que prendia as mãos de Ivone nas costas, mas Maia mesmo assim foi desequilibrada pelo impacto.
Um sorriso despreocupado apareceu no rosto de Maia. No entanto, no segundo seguinte, o sorriso congelou nos lábios dela. Ela agarrou o braço de Ivone com força e puxou o corpo dela para perto.
— Você não sabe nem andar direito. Que tal se eu quebrar logo essa sua perna, hein? — Perguntou Maia.
Ela ergueu a mão e deu alguns tapinhas leves no rosto de Ivone.
— A sua pulseira… — Murmurou Ivone.
De repente, o olhar de Ivone caiu sobre o pulso da mão com que Maia estava batendo no rosto dela.
Os olhos de Maia se moveram rápido, e ela puxou a mão de volta num gesto brusco.
Enzo puxou a corda que prendia as mãos de Ivone e continuou a empurrá‑la para a frente. Os homens de Douglas se espalharam ao redor, vigiando os arredores.
Tinha acabado de cair um aguaceiro, então a estrada e a mata ainda estavam encharcadas. Quanto mais avançavam além do topo daquela serra abandonada, mais para o sul seguiam. A vegetação ficava cada vez mais densa, com o mato da encosta chegando quase na altura da cintura.
O canto das aves ecoava entre as árvores.
Ivone fazia as contas em silêncio. Desde que o homem de Douglas tinha dito que faltavam cinco minutos, já tinham se passado três. No horizonte, um ronco surdo começou a se espalhar. Não devia ser trovão, e sim o barulho das hélices do helicóptero.
O coração de Ivone batia forte como um tambor. Ela imaginava que aquele Enzo provavelmente era muito habilidoso. Caso contrário, Douglas não confiaria tanto nele.
Ivone mal aguentava duas trocas de golpe contra Rui.
Mas, se ela jogasse sujo, talvez ainda existisse alguma chance de dar certo. No fim das contas, se desse errado, Douglas também não ia matá‑la ali na mesma hora.
— Ai! — De repente, Ivone se agachou no chão. Ela abaixou a cabeça e começou a gemer de dor. — Ai, está doendo, está doendo demais…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo!
Finalizado como? Nenhuma história fechou: cofrinho nao fez a cirurgia, os pais da Ivone vivos, nao se chegou a essa parte...
ta ficando muito enrolada a historia...