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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 387

Os garçons começaram a servir os pratos. Ivone percebeu que Márcio tinha pedido exatamente as comidas de que ela mais gostava.

Márcio não era apenas seu orientador no mestrado. Desde o ensino fundamental, quando Ivone e Maia tinham se tornado amigas, a casa dele já fazia parte da rotina de Ivone. Como Geraldo não gostava de Maia, muitas vezes, nos fins de semana, Maia ia para a casa de Márcio e quase sempre chamava Ivone para acompanhá-la.

Desde aquela época, Márcio sempre tratou Ivone muito bem. Às vezes, ela tinha a impressão de que ele a tratava até melhor do que tratava a própria Maia.

Ele dizia que, quando a olhava, via a mãe dela, sua antiga colega de faculdade. Por isso, mesmo depois do rompimento entre Ivone e Maia, Márcio não tomou partido e continuou tratando Ivone da mesma forma.

Ivone também usou o pegador para servir comida no prato dele.

— O senhor não tem descansado bem? O seu rosto está com uma aparência um pouco cansada. — Ivone comentou.

— É mesmo? — Márcio apertou levemente o garfo e a faca. O olhar dele escureceu por um instante. — Pode ser. Ultimamente estou envolvido em um projeto.

— O senhor precisa descansar também. — Ivone disse, servindo uma tigela de sopa de cogumelos para ele.

Márcio lançou um olhar para ela.

— Você também tem que comer. — Ele disse.

Ivone respondeu com um "hum" e tomou um gole da própria sopa. O jantar seguiu com conversas leves e ocasionais, em um clima tranquilo.

Durante a refeição, uma notificação apareceu no celular de Márcio. Ele abriu a mensagem. Era de um número desconhecido:

[Professor Márcio, a sua parte aí depende do senhor. O restante já foi organizado.]

A mão que segurava o garfo e a faca ficou rígida no mesmo instante. Era como se, por trás daquelas palavras, ele pudesse ouvir a voz educada e polida daquele homem desconhecido.

Mas aquilo era apenas fachada. O que aquele homem dizia soava como o bote de uma cobra de língua afiada, carregado de perigo frio e intenção sombria.

Ele havia feito de tudo para que o "assunto" dele não fosse descoberto. Levou tempo demais para construir a vida que tinha agora. Ele não permitiria que ninguém destruísse isso.

— Ivi. — Márcio chamou.

Ivone, que tomava sopa, ergueu os olhos ao ouvir a voz dele.

— Vá com cuidado na estrada.

— Eu vou. O senhor também, descanse cedo ao chegar em casa. — Ivone respondeu.

Depois da despedida, Ivone foi direto de carro para a casa de Cássio, sem enviar mensagens antes. No dia anterior, ela tinha percebido que Bendinho estava estranho, andando de forma desconfortável, sem conseguir se sentar ou ficar em pé direito. Quando insistiu, ele acabou admitindo, envergonhado, que estava com hemorroidas atacadas.

Por isso, naquele dia, ela praticamente o obrigou a tirar folga para ir ao hospital cuidar disso. Davi, por sua vez, tinha colocado dois seguranças para seguirem o carro de Ivone à distância.

…

No porão escuro da mansão, Maia estava encolhida em um canto, encostada na parede. Seus olhos avermelhados não tinham mais nenhum brilho. Ela já não sabia há quanto tempo estava sem dormir.

Desde que o antídoto havia sido levado, muito tempo tinha passado. Já deveria haver resultado da análise. Não havia motivo para Fabiano não lhe dar o medicamento. Ela sentia que algo era muito mais complexo do que parecia.

Se Fabiano não havia "resolvido" a situação dela, era porque ainda precisava dela para alguma coisa. Ele valorizava tanto o sangue dela e, ainda assim, insistia em negar o antídoto. Aquilo simplesmente não fazia sentido.

Desde que ela se entregara e revelara que tinha o antídoto, tudo parecia, na superfície, como se ela estivesse no controle da situação. Mas, quando pensava mais profundamente, ela chegava a uma conclusão que fazia um arrepio de terror percorrer sua espinha.

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