No quarto do hospital, Jessica viu os quatro pequenos entrarem com os rostinhos tensos, todos bufando de raiva.
"O que aconteceu?" Jessica perguntou, preocupada.
Daniel reclamou: "Mamãe, o papai não acredita na gente, mandou o tio Vicente fazer um exame de DNA às escondidas."
"O quê?" Jessica ficou surpresa. "Fez exame de DNA?"
Geraldo confirmou com a cabeça: "É isso mesmo, nós ouvimos eles conversando quando saímos agora há pouco."
Julio concordou, o rosto todo vermelho de raiva: "Papai deve achar que a gente não é filho dele, por isso quis fazer o exame."
David chegou nesse momento, bem na hora em que os quatro pequenos estavam contando tudo.
Daniel ficou ainda mais indignado: "Eu não quero um pai assim, ele só sabe machucar a mamãe, não vamos perdoar ele nunca mais."
Julio também reforçou: "Quando ele ficar velho, não vamos cuidar dele."
Ao ouvir isso, David imediatamente franziu as sobrancelhas. Pelo visto, o mal-entendido tinha ficado ainda mais grave, agora até o futuro dele estava em jogo.
Ele se aproximou, querendo explicar tudo.
Mas justo nesse momento, o celular dele tocou.
Os quatro pequenos viraram a cabeça ao mesmo tempo para olhar para ele. Em vez de pararem, continuaram reclamando dele, bem na sua frente.
David, sem alternativa, atendeu o telefone primeiro.
Do outro lado, algo foi dito e, pouco depois, as sobrancelhas de David ficaram ainda mais franzidas. Ele respondeu: "Tudo bem, estou indo agora."
Depois de desligar, David disse que precisava sair por um motivo urgente e ainda explicou: "Sobre o exame de DNA, foi um mal-entendido, não fui eu que pedi para o Vicente fazer."
No entanto, os quatro pequenos não acreditaram, nem deram atenção a ele.
Mesmo assim, ela sentia que talvez a situação não fosse tão simples. David não parecia ser alguém capaz de duvidar dos próprios filhos.
"Pronto, parem de ficar bravos. Quando o papai voltar, a gente conversa direitinho com ele."
Mas Daniel ainda resmungava baixinho: "Eu não quero ouvir explicação nenhuma dele..."
Nesse instante, Jessica de repente sentiu um enjoo forte. Ela rapidamente cobriu a boca, mas mesmo assim não conseguiu evitar a ânsia.
Os quatro pequenos ficaram imediatamente preocupados: "Mamãe, o que foi?"
Jessica tentou acenar dizendo que não era nada, só um enjoo, mas Geraldo já tinha tirado o celular do bolso: "Vou chamar o tio Orlando."
Pouco depois, Orlando chegou às pressas, chamado por Geraldo.
Assim que o viu, Geraldo agarrou sua mão, puxou-o para dentro do quarto e falou, aflito: "Tio Orlando, a mamãe não está bem de repente, vem ver ela rapidinho."

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