Lucas bateu suavemente no ombro da Sra. Gomes, tentando acalmá-la: "Não se preocupe, Tristan também ficará bem."
"Os familiares, por favor, tenham um pouco mais de paciência." O olhar do médico percorreu o grupo, transmitindo um certo consolo.
Todos assentiram e agradeceram ao médico.
Nos momentos seguintes, parecia que o tempo havia parado; todos permaneceram na porta, esperando em silêncio.
A espera se estendeu até a madrugada. O corredor do hospital estava silencioso, iluminado apenas por algumas luzes amareladas e fracas.
Jessica e Tristan, embora fora de perigo, continuavam inconscientes e não tinham deixado a UTI.
Gregorio aproximou-se, olhando para os pais exaustos, e disse com carinho: "Pai, mãe, por que vocês não vão descansar em casa? Nós quatro ficamos aqui de vigia."
Sra. Gomes, porém, balançou a cabeça resolutamente: "Não, enquanto Jessica e Tristan não acordarem, eu vou ficar aqui esperando."
Diante disso, Gregorio não insistiu mais.
Todos estavam preocupados com a caçula e com Tristan; ninguém queria sair dali.
David ficou ao lado, encostado na parede, sem tirar os olhos da porta da UTI nem por um segundo.
Geraldo, Daniel e Julio também se espremiam em um único banco comprido, franzindo o cenho juntos, como se partilhassem a mesma preocupação.
......
Nesse momento, na Família Siqueira.
A residência estava envolta pela noite, com luzes suaves no interior.
Ao saber do que acontecera com Jessica, Hugo apertou com força a taça que segurava.
"Chamem o Lourival para mim!"
Mas ele se recompôs rapidamente. Sem expressão, limpou o sangue do canto da boca com a mão, ergueu a cabeça e disse: "Sr. Siqueira, eu sei que o senhor não conseguiria fazer isso. Só quis aliviar suas preocupações."
"Aliviar minhas preocupações?" A voz de Hugo soava fria de raiva, os olhos avermelhados e cheios de ódio. "Você está me ensinando a agir?"
Lourival hesitou um instante, mas continuou: "Sr. Siqueira, só eliminando os problemas agora o senhor poderá se dedicar plenamente ao grande plano..."
"Eu não preciso que você me diga o que fazer." Hugo rugiu, apertando com força o pescoço de Lourival. "E não permito que ninguém decida por mim. Quem você pensa que é?"
As palavras fizeram Lourival congelar de repente.
No instante seguinte, Hugo sacou uma faca e a encostou no pescoço dele: "Sabe qual é o destino de quem me trai?"
Lourival sabia bem que trair o patrão significava morte.
Ao ver a reação tão violenta do patrão, Lourival finalmente percebeu a gravidade da situação — e também compreendeu a importância de Jessica para ele.

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