"Mamãe..."
"Mamãe, você está aí dentro?"
Desta vez, ela ouviu com ainda mais clareza, eram realmente as vozes dos pequenos, os seus filhos tinham chegado!
Ela ficou tão emocionada que seus lábios tremeram, abriu a boca tentando responder, mas sentiu a garganta bloqueada, a voz fraca como o zumbido de um mosquito, "Pequenos..."
"Mamãe está aí dentro..."
No entanto, o isolamento acústico do porão era excelente, e sua voz débil não conseguia atravessar as paredes, apenas ela mesma podia ouvi-la.
...
Do lado de fora, os quatro pequenos aguardavam ansiosos pela resposta da mamãe, mas não ouviram aquela voz familiar, imediatamente ficaram desanimados.
Daniel abaixou a cabeça, um tanto decepcionado, disse: "Parece que a mamãe realmente não está aqui..."
Tristan, com o rostinho preocupado, os olhos cheios de apreensão, perguntou: "Então, para onde a mamãe foi?"
Julio também ficou aflito e sugeriu: "Vamos procurar em outro lugar."
Os três conversaram e se viraram para ir embora.
Nesse momento, Geraldo falou alto de repente: "Esperem."
Os outros três pararam imediatamente, virando-se ao mesmo tempo para olhar para Geraldo.
Geraldo segurou firme na fresta da porta, os olhos bem abertos, e disse em tom grave: "Olhem, parece que tem algo brilhando lá dentro."
Todos se aproximaram rapidamente, observando com atenção.
De fato, o porão, que estava completamente escuro até agora, passou a ter um pontinho de luz, ainda que fraca, piscava de vez em quando.
Lá dentro, Jessica, usando as últimas forças, ligou novamente a lanterna do celular, apontando na direção da porta.
Ela esperava que os pequenos vissem aquele brilho e soubessem que ela estava ali dentro.
Entretanto, nesse momento crítico, uma luz forte de fogo brilhou do lado de fora, a claridade atravessando as escadas e as janelas.
Julio apontou assustado: "O que é aquilo?"
Daniel se ofereceu prontamente: "Eu vou ver."
Assim que terminou de falar, saiu correndo escada acima.
Porém, poucos instantes depois, Daniel voltou correndo, tossindo sem parar, o rostinho todo vermelho de fumaça, arfando, disse: "Está ruim, a casa pegou fogo, estamos presos aqui dentro!"
O olhar de Geraldo ficou sério e ele entendeu tudo de imediato: "Parece que alguém quer machucar a mamãe."
Tristan ficou tão aflito que os olhos se encheram de lágrimas: "O que a gente faz para tirar a mamãe daqui?"
Daniel, em pânico, batia os pés: "Se não tirarmos a mamãe, nós também vamos acabar queimados aqui dentro."
Geraldo, com um olhar calmo, disse: "Ninguém entre em pânico, é justamente nesse momento que não podemos perder a cabeça."

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