Quatro pequenos esperaram e esperaram, seus olhinhos quase atravessando a porta de tanto olhar, mas durante vários dias seguidos, papai não voltou para casa.
Daniel realmente não aguentou mais, colocou as mãos na cintura e falou, furioso: "Esse papai não serve mais, nem quer mais saber de casa."
Julio também concordou ao lado, com uma carinha cheia de insatisfação: "Papai fedorento nem volta pra casa, nem liga pra gente, um pai irresponsável desses, tanto faz não ter."
Geraldo cruzou os braços e disse: "Já que ele não tem carinho, a gente também não precisa ser obediente."
Tristan hesitou um pouco, embora no fundo quisesse defender o papai, mas Tristan era uma criança com princípios muito corretos, sempre ficava do lado da razão, não da família.
Ele assentiu com a cabeça e falou com seriedade: "Dessa vez, papai errou. Ele deixou a mamãe brava, não voltou pra casa, não explicou, nem pediu desculpa. Isso é violência silenciosa."
Daniel franziu as pequenas sobrancelhas: "Vamos jogar fora todas as coisas do papai."
A sugestão foi aprovada imediatamente pelos outros três pequenos.
Assim, os quatro agiram sem demora. Eles comandaram os empregados e jogaram, de uma vez só, todas as roupas, sapatos e objetos de uso diário de David para fora da casa.
Olhando para a pilha de coisas deixadas na porta, as crianças finalmente se sentiram aliviadas.
"Vamos lá, vamos procurar a mamãe, não queremos mais o papai," disse Daniel.
Os outros logo assentiram.
……
Enquanto isso, David, longe dali na empresa, continuava ocupado com os assuntos finais de um projeto, totalmente alheio ao fato de que seus pertences já tinham sido descartados pelos pequenos.
Nesses dias, David estava completamente envolvido com os problemas da empresa, perdido em meio ao caos.
Segundo as investigações, por trás das várias dificuldades do projeto, estava a manipulação oculta da Família Siqueira.
Ao mesmo tempo, uma notícia ainda mais preocupante chegou até ele.
Naquele momento, na Família Siqueira.
Florinda andava de um lado para o outro, exclamando, furiosa: "De novo não consegui! Isso me deixa louca, quase consegui ficar com o David!"
Só de pensar que seu cuidadoso plano do Veneno do Amor não tinha conseguido David, ela sentia-se cheia de rancor.
Hugo estava sentado ao lado, com as sobrancelhas franzidas, olhando para Florinda e não pôde deixar de repreender: "Você é burra! Não pode pensar melhor antes de agir? Olha só a confusão que fez, acha que é fácil resolver agora?"
Florinda fez uma careta: "Mano, olha quem fala! Faz tanto tempo e você também não me ajudou em nada. Só tomei essa atitude porque não tinha outra saída. Se você tivesse feito alguma coisa, eu precisaria arriscar assim?"
Hugo respondeu friamente: "Você estragou tudo, tomou uma surra e ainda quer me culpar?"
"Eu não ouso..." Florinda estava com raiva, mas não tinha coragem de retrucar.
Nesse momento, uma voz grave e fria soou do lado de fora da porta: "Chega, parem com essa discussão!"

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