O velhinho resmungou: "Então se apresse, hoje sua mamãe me perguntou, e eu não contei nada pra ela."
Assim que Daniel ouviu isso, imediatamente se animou e elogiou: "Mamãe é uma princesinha, é certo não contar coisas perigosas pra ela, tem que contar pra mim, que já sou um homenzinho. Bisavô, pode ficar tranquilo, deixa comigo, pode confiar cem por cento."
O velhinho suspirou sem escolha e disse: "Menos conversa fiada, me escute, devolva logo a chave pro Bisavô, se não na próxima vez eu vou dar uma palmada no seu bumbum!"
Daniel respondeu com um sorriso matreiro: "Sim senhor, Bisavô, vou devolver pra você."
Depois de desligar o telefone, o velhinho sentou-se na cadeira e balançou levemente a cabeça.
Esses pequenos, especialmente Daniel, eram os que tinham mais ideias mirabolantes. Dessa vez, fugiram escondidos para uma região deserta e ainda por cima "pegaram emprestada" sua chave, o que realmente o deixou assustado.
No futuro, não sabia mais que confusão poderiam causar.
Por outro lado, assim que Daniel desligou o telefone, recebeu uma mensagem do Dragão.
"Senhorzinho, depois de nossa investigação, realmente encontramos um tesouro aqui, mas por causa das armadilhas misteriosas no subsolo do mausoléu, por enquanto não conseguimos chegar até ele." Do outro lado da linha, a voz do membro do Dragão soava um tanto frustrada e impotente.
Ao ouvir isso, o rostinho de Daniel logo se inflou de raiva e ele falou bravo ao telefone: "Como assim não conseguem? São só algumas armadilhas! Tem tanta gente aí, ninguém consegue resolver?"
A voz do outro lado ficou ainda mais cautelosa: "Senhorzinho, realmente demos o nosso melhor, até mesmo o nosso mestre da décima oitava geração de engenharia de armadilhas não conseguiu decifrar."
Daniel ficou furioso: "Vocês são todos uns inúteis."
O interlocutor ficou sem palavras diante da bronca, apenas suspirou baixinho.
Daniel resmungou e ainda disse: "Daqui pra frente parem de se chamar Dragão, podem se chamar de Organização dos Insetos."
"Sim..." A resposta foi tão fraca quanto o zumbido de um mosquito.
O rosto de Daniel estava sombrio, seu humor péssimo.
Dessa vez, Daniel ficou completamente desanimado.
Sua Organização dos Insetos não serviu para nada, e Geraldo também não quis ajudar.
Com sua própria inteligência, mesmo que começasse a estudar direitinho agora, para desvendar aquelas armadilhas complicadas, não sabia nem quando conseguiria.
Será que esse tesouro realmente escaparia de suas mãos?
Quanto mais pensava, mais insatisfeito ficava, terminando por baixar a cabeça, frustrado.
Jessica voltou para casa e, de imediato, viu Daniel sentado cabisbaixo, desanimado.
Ela perguntou com carinho: "O que houve, meu amor?"

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