Tristan disse, ansioso: "Papai e mamãe ainda não deram notícias, com certeza estão em perigo. Que tal irmos ajudá-los?"
Julio concordou: "Eu também vou."
Daniel hesitou um pouco antes de falar: "Eu... eu também quero ir. O que importa não é o tesouro, o importante são papai e mamãe."
Iris, deitada preguiçosamente em uma espreguiçadeira tomando sol, viu sem querer os quatro pequenos reunidos, cochichando e tramando algo.
Ela esticou os ouvidos e, vagamente, ouviu as palavras "Jessica está em perigo". Seu coração disparou e ela se sentou imediatamente.
Iris levantou-se depressa, caminhou rapidamente até os pequenos e falou, aflita: "Eu também vou, também vou!"
Daniel olhou para ela com um certo desprezo e disse, sem rodeios: "Melhor não. Se você for, só vai atrapalhar."
Iris respondeu: "Está subestimando quem? Eu sou rica, muito rica."
No entanto, os quatro pequenos apenas a olharam de relance, sem se abalar.
Iris juntou as mãos em súplica, com um olhar de quem pedia piedade: "Ah, levem-me com vocês, por favor! Eu sei que a mãe de vocês está em perigo, também quero ajudar. Prometo que não vou ser um peso."
Os pequenos trocaram olhares entre si.
Daniel suspirou: "Tá bom, tá bom. Mas fique junto com a gente e não saia correndo por aí."
Iris imediatamente assentiu obediente: "Está bem, está bem."
Geraldo continuou: "Certo, então vamos todos juntos. Vou providenciar o helicóptero agora. Daniel, Tristan, Julio, entrem em contato com a equipe médica, a equipe de resgate e o Dragão..."
Daniel, Tristan e Julio assentiram em coro: "Certo."
"..." O quê? Equipe médica, equipe de resgate, Dragão? Iris olhou para os quatro pequenos à sua frente, completamente chocada.
Eles eram mesmo tão incríveis assim?
......
Naquele momento, em uma área deserta.
Ramiro ficou responsável pelo volante, enquanto Hugo levou as coisas para o banco do carona.
No entanto, assim que saíram pela porta, David, sem querer, virou-se para olhar ao longe. Aquela cena familiar apareceu novamente – ele viu aquela silhueta mais uma vez.
Num instante, suas pupilas se contraíram e ele exclamou instintivamente: "Quem está aí?"
Ao ouvi-lo, Jessica seguiu o olhar de David, mas tudo que viu foi escuridão, não havia ninguém.
Ramiro franziu ainda mais a testa, vasculhando os arredores com o olhar, e perguntou, intrigado: "Diretor Martins, será que o senhor não se enganou? Não tem ninguém ali."
David estava cheio de dúvidas – ele tinha certeza de que vira uma sombra ali há pouco, como poderia não haver ninguém?
Será que estava tendo alucinações?
Ele quis olhar novamente, mas Ramiro o apressou: "Já está tarde, melhor entrarmos no carro."
David assentiu.

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