O rosto de Hugo ficou sombrio enquanto ele lançava um olhar feroz para a pessoa deitada na cama: “Inútil!”
Jessica franziu a testa e se aproximou devagar da beira da cama. Só conseguia ouvir aquele homem alternando entre gritos de “socorro” e descrições confusas de cenas assustadoras, mas as palavras eram tão embaralhadas que era impossível entender o que ele realmente dizia.
Nada do que saía de sua boca trazia qualquer informação útil sobre o tesouro. Isso causava uma decepção inevitável, pois todos esperavam que ele, ao acordar, pudesse fornecer alguma pista. Agora, porém, percebia-se que a busca pelo tesouro continuava repleta de enigmas.
O grupo ficou em silêncio por alguns instantes no quarto e, em seguida, saiu discretamente.
Do lado de fora, Ramiro esperava ansioso. Ao ver os dois saindo, correu ao encontro deles e perguntou rapidamente: “E aí? Conseguiram alguma informação?”
Mas, no instante seguinte, ao notar a expressão grave dos dois, ele já sabia a resposta.
Jessica balançou a cabeça: “Ele está completamente desorientado, não conseguimos tirar nada dele. Parece que teremos que contar apenas conosco. Não temos a menor ideia do que nos espera lá embaixo.”
Ouvindo isso, Ramiro cerrou os punhos, com o rosto tomado pela frustração e disse: “E agora? Vocês vão mesmo continuar assim?”
David olhou para o chão, pensativo: “Sempre há um caminho, mesmo quando tudo parece impossível. Vamos nos preparar bem, daremos um jeito. Além disso, talvez lá embaixo não seja tão perigoso quanto imaginamos.”
Jessica não entendeu, “Como assim?”
David pareceu se lembrar de algo e estreitou os olhos: “O tesouro não é o problema. O que é mais perigoso que ele são as pessoas.”
............
À noite, o silêncio dominava lá fora.
Dentro da casa de pedra, Jessica e David continuavam deitados na mesma cama. Após a noite anterior, os dois pareciam ainda mais à vontade juntos naquela noite.
“Você vai mesmo descer comigo?” David olhou para ela. “Lá embaixo é perigoso. Você e Ramiro podem ficar aqui em cima, eu posso ir sozinho.”
Jessica negou com a cabeça: “Eu já disse, não vou deixar você ir sozinho. E mais, pode ficar tranquilo, não vou ser um peso para você e saberei me proteger.”
David franziu as sobrancelhas, ainda um pouco preocupado, mas ao ver o olhar determinado de Jessica, seu receio diminuiu inexplicavelmente.
“Tudo bem, mas prometa que vai ficar sempre ao meu lado. Enquanto você estiver comigo, não vou deixar nada acontecer com você.”
Jessica arqueou as sobrancelhas: “Tão confiante assim?”
David olhou para ela e riu baixinho: “Se eu não puder te dar ao menos essa confiança, não teria nem aceitado ir.”

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