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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 731

Raquel parou de andar. Ela levantou o rosto e olhou para Orlando, sentindo-se estranhamente desconfortável. "O que você quer me dizer?"

Orlando se aproximou dela devagar. "Quem é ele para você?"

Raquel desviou o olhar, um pouco sem jeito. "Só um amigo."

Orlando continuou a pressionar: "Um amigo comum ou alguém com quem você está saindo para ver se dá namoro?"

Raquel ficou surpresa. Como ele sabia disso? Com certeza tinha sido a Jessica quem contou, mas tudo bem, mais cedo ou mais tarde ele acabaria descobrindo.

Ela então levantou o rosto, encarou Orlando nos olhos e disse: "É isso mesmo, ele é alguém com quem estou tentando um namoro."

Ao ouvir essa resposta, Orlando se aproximou ainda mais, emanando uma aura fria de pressão.

Raquel recuou instintivamente, mas logo sentiu a parede atrás de si. Suas costas encostaram na superfície gelada, sem espaço para escapar.

Ela ficou nervosa na hora. O que Orlando estava fazendo?

Ele nem gostava dela, não era? Por que ela não poderia procurar alguém para namorar? Não estava incomodando ele.

"O que você vai fazer?" Ela percebeu que seu coração batia mais rápido; toda vez que Orlando chegava perto, ela não conseguia resistir.

Suas pernas amoleceram, provavelmente era aquilo que chamavam de atração física.

Ela queria ficar longe de Orlando, quem sabe assim pararia de gostar dele.

Mas Orlando se aproximou ainda mais e perguntou: "Você gosta desse tipo? Olha, seu gosto não é lá essas coisas, hein! Até os modelos do clube são melhores."

Ele estava dizendo que Humberto era sem graça, magro e nada atraente.

Raquel franziu a testa ao ouvir isso: "Por que ele seria pior? Ele é bem melhor do que qualquer modelo!"

Orlando soltou um leve resmungo: "É mesmo?"

Orlando respondeu: "Não é isso? Você dança colada com modelos, pede quatro ao mesmo tempo, passa a mão no abdômen deles, e agora já fala em casamento com um homem que conhece há menos de dois dias. Raquel, você é mesmo qualquer uma."

Ao ouvir essas palavras, Raquel fechou as mãos com tanta força que quase doeram. Apesar de estarem tão próximos, tudo o que ela sentiu foi desprezo.

Parecia que uma pedra enorme pesava sobre o peito dela, tornando difícil até respirar.

Ela queria gritar com Orlando, mas era como se algo estivesse preso em sua garganta. Doía, não conseguia dizer uma única palavra.

Ele podia não gostar dela, mas por que precisava rebaixá-la, desprezá-la desse jeito?

Ela admitia que talvez não fosse perfeita, mas seus sentimentos eram puros. Ele só não dava valor.

Num impulso, respondeu: "Não é da sua conta. Você não é nada meu. Faço o que eu quiser."

Ao ouvir isso, Orlando franziu ainda mais a testa, um brilho complicado passou por seus olhos. "Eu realmente não posso controlar você. Só não consigo aceitar você ser tão displicente a ponto de casar com qualquer um. Se você pode casar com o Humberto, isso significa que também poderia casar comigo?"

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