Quando aquele grupo finalmente foi embora, ela soltou um leve suspiro de alívio e disse, ainda esperançosa: "Agora estamos seguras, né?"
No entanto, antes mesmo de terminar a frase, um funcionário se aproximou, parou diante de Raquel com uma expressão severa e declarou: "Senhoras, por favor, venham conosco."
Raquel ficou nervosa e disse: "Senhor policial, nós só estávamos consumindo normalmente no bar. Por que querem nos levar?"
O homem franziu levemente a testa e respondeu: "Consumo normal? Vocês solicitaram modelos masculinos, isso pode ser considerado envolvimento com atividade sexual ilícita."
Raquel rapidamente tentou se explicar: "Não é isso, senhor policial, a gente só queria conversar e brincar um pouco, não fizemos nada ilegal! Por favor, investiguem a situação, não prejudiquem pessoas inocentes."
As lágrimas voltaram a escorrer pelo rosto dela, mostrando toda a sua mágoa e inocência.
O funcionário olhou para elas, ficou em silêncio por um momento e então disse: "Vamos investigar, mas antes disso, peço que venham conosco."
Raquel sentiu como se seu mundo tivesse desabado num instante, murmurando em desespero: "...Acabou, acabou pra mim!"
Jessica também parecia resignada, sem acreditar que a noite, que era para ser de diversão, tinha se tornado uma sucessão de surpresas desagradáveis.
Mas, diante dos fatos, não lhes restou outra opção a não ser seguir as ordens.
Assim que chegaram ao local, Raquel estava visivelmente aflita. Aproximou-se do ouvido de Jessica e sussurrou: "Jessica, liga logo pra alguém vir nos salvar! Em Cidade Aurora, só tenho você, não conheço mais ninguém."
Jessica franziu a testa, pensou um pouco e disse: "Então vou ligar para o Orlando, ele pode nos ajudar?"
Raquel, ao ouvir isso, rapidamente segurou o braço dela, aflita: "Não, por favor, não faça isso! Não chame o Orlando!"
Se Orlando Gomes descobrisse que as duas saíram à noite para encontrar modelos masculinos e ainda terminaram na delegacia, seria uma vergonha insuportável.
Jessica logo percebeu que aquilo não era apropriado e, preocupada, perguntou: "Então pra quem a gente liga?"
Raquel arregalou os olhos e exclamou: "Não era para chamar só o Lúcio? Por que o Orlando veio também?"
Jessica ficou sem graça, respondeu com dificuldade: "...É que o Lúcio deve ter contado pra ele… Esqueci de pedir segredo pra ele…"
O coração de Raquel quase parou.
Vendo o desespero estampado no rosto da amiga, Jessica sussurrou: "Desculpa, Raquel…"
Lúcio e Orlando, com rostos sérios, foram direto conversar com os policiais.
Enquanto falavam, lançavam olhares cada vez mais frios para Jessica e Raquel.
As duas, sentindo-se cada vez mais culpadas, abaixaram ainda mais a cabeça, como duas codornas arrependidas, sem coragem nem de respirar fundo.

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