Urbano: "O quê?"
Depois de falar, Natan suspirou novamente: "Ai, quem poderia imaginar que aquela pessoa era justamente a Jessica! Mas agora, com certeza, meu primo deve estar nas nuvens, todo feliz!"
Em seguida, Natan bateu no peito e pisou forte no chão, demonstrando frustração.
"Ah, se ao menos eu fosse o verdadeiro pai da criança! Por que eu não fui com meu primo para a Cidade Prosperidade naquela época? Vai saber se não era eu quem teria sido escolhido por ela!"
Urbano enxugou o suor da testa, surpreso demais com a notícia repentina para saber o que dizer.
Embora sentisse um certo vazio no peito, Urbano não estava tão abalado quanto Natan, afinal de contas, era seu próprio irmão quem estava envolvido – pelo menos, assim, tudo ficava "em família".
Se fosse outro homem, ele certamente teria entrado na disputa.
Bruno Luz, como observador, deu um tapinha no ombro de Natan e brincou: "Vocês dois não precisam ficar tão abalados assim, viu? Se a situação apertar, abracem-se e chorem juntos, que logo passa. Não é o fim do mundo."
Natan lançou-lhe um olhar fulminante e resmungou: "Só sabe tirar sarro, né?"
Enquanto os três conversavam, David também chegou.
Entrou no camarote com passos largos, vestindo um terno sob medida impecável, com um sorriso discreto no rosto, transmitindo uma tranquilidade de quem estava de ótimo humor.
Natan comentou com um toque de inveja: "Hoje ele ainda foi à reunião de pais."
Bruno riu ao lado: "Fica tranquilo, um dia você também vai participar."
Natan soltou um suspiro: "Mas eu nem tenho com quem, agora então, nem objetivo me restou."
Só de pensar nos fracassos amorosos, ele não resistiu e tomou mais um gole de cachaça.
Bruno arqueou as sobrancelhas: "Isso é fácil de resolver, viu? Se for preciso, eu me sacrifico e te apresento minha irmã."
Natan imediatamente franziu a testa: "Deixa pra lá, por favor, eu te peço, não faz isso comigo."
A irmã de Bruno tinha acabado de completar dezoito anos, era realmente bonita, mas uma verdadeira peste.
Ele não queria nunca mais ser mandado para a África.
David, porém, não ficou muito tempo e logo se levantou para ir embora.
Natan, surpreso, levantou a cabeça: "Primo, por que você já vai embora tão cedo?"
Afinal, era raro todos se reunirem, e David parecia apressado demais para ir embora, o que era estranho.
David sorriu de leve, quase imperceptível: "Meu filho disse que eu preciso estar em casa antes das oito."
Ao terminar de falar, David saiu sem nem olhar para trás.
Natan ficou paralisado por alguns segundos antes de voltar a si: "... Isso é pura ostentação. Ele está só querendo jogar na nossa cara que a gente não tem filho, né?"
Bruno riu baixinho ao lado: "Deixa de reclamar, vai. Agora que ele tem família, é natural que prefira ficar com a esposa e o filho, não vai mais ter cabeça pra sair pra barzinho e beber como antes."
Natan fez um muxoxo, e de repente, achou que ir a barzinho e beber já não tinha mais tanta graça assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!