David levantou a cabeça, seu olhar carregado de curiosidade pousou sobre Vicente, as sobrancelhas ligeiramente franzidas.
Vicente se aproximou ainda mais, falando rapidamente: "Diretor Martins, senhorzinho, os quatro meninos não seriam as escolhas perfeitas?"
David franziu ainda mais o cenho: "Você está falando deles?"
Vicente assentiu com entusiasmo: "Exatamente! Os meninos são bonitos, inteligentes, se eles se lançarem, vão virar um quarteto de sucesso garantido!"
Antes que terminasse de falar, viu o rosto de David escurecer de repente. "Você acha mesmo que meus filhos precisam se expor para ganhar dinheiro?"
Vicente se engasgou: "......"
Veja só, o resultado do teste nem saiu ainda e já virou "meus filhos"?
Vicente disse: "Podemos perguntar a opinião dos meninos, se eles concordarem, seria ótimo! Resolve o problema urgente da empresa e ainda deixa os meninos brilharem..."
David franziu o cenho novamente, sem dar resposta.
Afinal, ele não podia decidir isso sozinho, teria que consultar Jessica primeiro.
E ainda precisava ouvir a opinião daqueles quatro garotos.
Se eles não quisessem, ele não os forçaria. Para David, o plano de criar estrelas não era importante; o essencial era Jessica aceitar assinar o contrato de quatro anos.
Os olhos de David se estreitaram levemente, um traço de urgência passando pelo fundo do olhar profundo, e de repente, sem qualquer aviso, ele se levantou.
Pegou o paletó pendurado nas costas da cadeira e deu sinais de sair.
Vicente ficou tão surpreso com o movimento repentino que soltou, sem pensar: "Presidente, para onde o senhor vai?"
Na sua lembrança, o Diretor Martins sempre fora um workaholic, tratando o escritório como uma fortaleza de batalha — só abandonava o posto em última necessidade.
David lançou um olhar para ele: "Hoje é feriado, vá para casa também."
O quê? Feriado!
Uma hora depois, o carro de David parou em Costa Dourada.
Ele conferiu o traje e o penteado, certificou-se de que tudo estava em ordem e só então desceu do veículo.
Não esperava que, após poucos passos, Hugo se aproximasse: "Diretor Martins, o senhor chegou."
David parou por um instante, uma expressão confusa passou em seu rosto.
Sua dificuldade em reconhecer rostos se manifestou, e por um momento, ele esqueceu quem era o rapaz. "Você é?"
Hugo se surpreendeu, depois explicou: "Sou Hugo, o mordomo contratado pela senhora."
Sua postura era respeitosa, nem submissa nem arrogante.
David lembrou. Era aquele mordomo bonito.
Seu olhar percorreu Hugo de cima a baixo, as sobrancelhas se franziram involuntariamente. "Li seu currículo, você é muito competente, ser mordomo é pouco para você. Tenho um cargo melhor para lhe oferecer."

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