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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 657

Do outro lado da linha, Vicente ficou primeiro surpreso ao ouvir as palavras do Diretor Martins, e no instante seguinte, seu rosto se encheu de espanto. Ele não conseguiu se conter e exclamou: "Diretor Martins, finalmente o senhor está desconfiando que os quatro meninos são realmente seus filhos?"

David, ao ouvir isso, franziu as sobrancelhas formando um profundo "M" na testa.

Como assim "finalmente"?

Ele não tinha visto aquelas quatro crianças só hoje pela primeira vez?

Pensando bem, parecia que todo mundo já tinha visto essas crianças há muito tempo, até mesmo Vicente já tinha cruzado com eles várias vezes.

Só ele, completamente alheio a tudo.

De repente, sentiu-se desconfortável.

Então, era só ele no mundo inteiro que nunca tinha visto as crianças?

"Chega de conversa, vá logo resolver." David reprimiu a raiva e lançou a frase em tom frio.

Vicente respondeu apressado: "Sim, pode deixar comigo."

David desligou o telefone e, justamente nesse momento, Antônio também desceu as escadas.

Pai e filho trocaram um olhar, sentaram-se em silêncio, ambos entendendo que era hora de uma conversa séria.

Por causa da desaprovação da Sra. Martins, Antônio já tinha parado de fumar fazia tempo, mas naquele dia, excepcionalmente, acendeu um cigarro. A fumaça azulada subiu devagar, desfocando o semblante carregado de preocupação dele.

"David, eu também estou de mãos atadas. Eu queria muito explicar tudo pra ela, mas ela simplesmente não me dá essa chance. Já que ela está decidida a se divorciar, estou disposto a respeitar a vontade dela."

Antônio suspirou, a voz um pouco rouca pelo efeito do tabaco, e levou a mão à têmpora enquanto contava, de forma resumida, o que tinha acontecido naquele dia.

"Todas as vezes ela faz um escândalo sem cabimento, não confia nem um pouco em mim. O nosso casamento termina aqui."

David não respondeu nem fez nenhum julgamento. Após um momento de reflexão, perguntou: "Você sabia que há pouco ela tentou se jogar no rio?"

Antônio, ao ouvir isso, tremeu os dedos e cinzas caíram do cigarro. O olhar dele era puro espanto: "O quê?"

Mas então, um sorriso irônico apareceu em seu rosto: "Isso não passa de uma encenação dela, né? Ela mesma é quem quer o divórcio, agora também ameaça se jogar no rio. Fique tranquilo, ela não faria isso de verdade, é só para me impressionar."

Antônio quis insistir, mas a Sra. Martins soltou sua mão e saiu sem olhar para trás.

Antônio ficou parado, olhando para as costas dela que se afastava, completamente resignado.

David perguntou calmamente: "Você não vai atrás dela?"

Antônio balançou a cabeça devagar, com um sorriso amargo: "Toda vez que brigamos, ela corre pra casa dos pais. É o costume dela há anos, deixa pra lá, é melhor que ela esfrie a cabeça."

Ele sabia que a Sra. Martins estava contrariada, mas sentia que realmente não tinha feito nada de errado com ela.

Só que certas coisas eram complicadas de explicar, e quanto mais explicava, mais parecia que causava mal-entendidos.

David ergueu as sobrancelhas, mas não disse mais nada.

A Sra. Martins já estava sentada dentro do carro.

A velha empregada, que a acompanhava há muitos anos, olhou para ela com resignação e aconselhou bondosamente: "Senhora, o mais importante entre marido e mulher é a confiança. Não vale a pena criar confusão por coisas sem fundamento. Vai ver, no fim das contas, foi só impressão sua."

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