Nesse momento, o celular de David começou a tocar.
Ele olhou de relance para o visor e atendeu a ligação.
No início, limitou-se a escutar em silêncio, mantendo uma expressão serena. No entanto, bastaram poucos segundos para seu rosto assumir uma expressão carregada e sombria.
Após encerrar a chamada, levantou-se imediatamente e disse a Vicente: "Quando eu voltar, vamos acertar as contas."
Sem esperar resposta, David saiu apressado.
Vicente ficou parado, sem entender por que o Diretor Martins saiu tão apressado. Porém, só de pensar que o Diretor Martins queria acertar as contas com ele, já sentiu o coração disparar de nervoso.
Assim, quando Jessica voltou para devolver a pulseira falsa, não encontrou ninguém no escritório.
Ela até se sentiu aliviada por David não estar ali, assim ele não descobriria a troca da pulseira.
……
Em outro lugar, Ana estava gravando com a equipe de filmagem.
Ela sentou-se no camarim, pronta para trocar a maquiagem, quando a porta foi escancarada com um estrondo. Florinda entrou de repente.
Ana levantou-se imediatamente. "Florinda, quem te deixou entrar?"
Como ia trocar de roupa, ela havia mandado todos saírem, e agora estava sozinha no camarim.
Gritou alto: "Segurança! Segurança! Entrem rápido!"
Florinda esboçou um sorriso frio no canto da boca. "Pode gritar o quanto quiser, hoje ninguém vai aparecer para te ajudar. Você acha mesmo que eu seria ingênua de vir aqui sozinha? Lá fora só tem gente minha, você não tem a menor chance contra mim."
Ana olhou para Florinda, alerta. "Florinda, o que você quer, afinal? Esqueceu que somos grandes amigas?"
Ana achou que Florinda fosse surtar de raiva.
Mas, ao contrário, Florinda jogou a cabeça para trás e deu uma gargalhada.
"Ana, você acha que me engana? Depois de tanto tempo convivendo com você, eu não te conheço? Uma pessoa como você, capaz de ter um filho com David? Francamente, você não tem esse nível."
Ana tentou se defender: "Florinda, não é como você pensa. Foi um acidente entre mim e o Sr. Martins, eu nunca planejei ter um filho. Só contei para ele depois, e foi por consideração à criança que ele me ajudou. É só isso que posso te dizer."
"Acidente?" Florinda torceu o nariz, cheia de desprezo. "Você só vai admitir quando não tiver mais saída!"
Ao terminar, ela bateu palmas com força.
A porta do camarim se abriu novamente e um homem desconhecido entrou.
Era magro, de pele escura, vestido com um macacão de operário já gasto.

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