"Ela quase me acertou agora há pouco, vocês só precisam dar uma lição nela, está bem? Ah, e fiquem de olho: daqui pra frente, não deixem ela chegar a menos de cem metros de mim!"
O segurança baixou a cabeça e respondeu: "Sim, senhora."
Ana ficou satisfeita, lançou um olhar de desprezo para Florinda e saiu da sala privativa fingindo estar assustada.
Pouco depois, gritos e urros desesperados de Florinda ecoaram lá de dentro: "Aaaah, Ana, sua ordinária, você mandou eles me baterem? Sabe com quem está lidando? Eu sou filha da Família Siqueira..."
Ao ouvir os gritos de Florinda, Ana arqueou os lábios vermelhos num sorriso de desprezo.
"Hmph, Florinda, ainda quer competir comigo? Não me interessa quem você é, agora eu tenho o David do meu lado. Acha mesmo que vou ter medo de você?"
Ela queria pisar, sem piedade, em todos aqueles que um dia a desprezaram e sufocaram, mostrando a todos do que era capaz.
Especialmente Florinda!
Florinda levou alguns tapas dos seguranças, o rosto queimando de dor. Ela pressionava a bochecha latejante com as mãos, tremendo de raiva.
"Isso não vai ficar assim, Ana, me aguarde!"
Com as mãos trêmulas, discou o número de Hugo. Assim que ele atendeu, ela começou a chorar: "Mano, você não faz ideia do que aconteceu hoje, Ana, aquela ordinária, mandou me baterem! Buááá..."
Hugo: "Para de chorar. Não disse que sabia se virar? Como acabou apanhando?"
Florinda rangeu os dentes, furiosa. "Como eu ia saber... Ela está protegida pelos homens do David. Eles disseram até que ela é a mulher dele."
Hugo soltou uma risada seca: "É mesmo? Não imaginei que o David fosse se importar tanto assim com a Ana. Se ela é mulher dele, até pra me vingar por você, fica complicado..."
"Não vou deixar ela ganhar, o David é meu, ninguém vai tirar ele de mim!"
Furiosa, Florinda desligou o telefone.
Não podia deixar as coisas assim, precisava entender o que estava acontecendo.
Assistentes e seguranças a rodeavam, como uma verdadeira estrela das novelas globais no auge do tapete vermelho.
"Dêem passagem, o Diretor Martins vai receber a Deusa Ana! Se atrasarem, vocês é que vão responder!" O segurança anunciou em voz alta.
Todos se apressaram em abrir caminho, e Florinda foi empurrada para o lado.
Ela assistiu, impotente, enquanto Ana passava com toda calma e superioridade.
Vendo aquela pose autoritária e artificial de Ana, Florinda sentiu o peito sufocar de raiva, quase querendo avançar e rasgá-la com as próprias mãos.
Ana, porém, parecia nem notar Florinda, caminhando com passos elegantes em direção ao elevador.
O som dos saltos batendo no chão, "toc toc", parecia ecoar direto no coração de Florinda.
Florinda apertou os dedos com tanta força que os ossos estalaram.

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