Nesse momento, o mordomo aproximou-se respeitosamente e disse:
"Senhor David, o patriarca está lhe chamando."
David franziu a testa:
"Há algum problema?"
O mordomo balançou a cabeça:
"Não sei, senhor. O senhor vai descobrir quando chegar lá."
David olhou para Jessica:
"Você quer ir comigo?"
Jessica imediatamente arregalou os olhos:
"Seu avô está te chamando, por que eu iria junto?"
Ela se sentia um pouco desconfortável em encontrar-se com os mais velhos da Família Martins. Em sua mente, flashes da última experiência desastrosa vieram rapidamente à tona.
"Leve o presente para o seu avô, eu espero aqui por você."
David sabia que ela não queria ir. Se fosse, sua identidade não seria logo desmascarada?
Ele deu um sorriso frio por dentro:
"Tudo bem, então fique aqui esperando por mim, ou dê uma volta, se quiser."
Jessica assentiu com a cabeça, observou David se afastar e finalmente respirou aliviada.
Ela já estivera nessa Mansão Martins antes, mas a experiência anterior tinha sido tão terrível que ela não conseguia esquecer até hoje.
Na última visita, ela havia discutido com o patriarca e com Dona Martins.
As pessoas da Família Martins não gostavam dela, então ela também não queria vê-los, especialmente Dona Martins.
Só de pensar na possibilidade de encontrá-la, Jessica já sentia uma mistura de ansiedade e irritação.
Jessica decidiu procurar um lugar tranquilo para ficar por um tempo, e depois pensaria em uma desculpa para sair dali.
Enquanto caminhava, ela chegou a um jardim.
Foi então que encontrou Dona Ema.
Quando Dona Ema viu Jessica, ficou extremamente surpresa:
"Sou eu que não aceito você? Será que você não sabe muito bem o que fez?"
O rosto de Dona Ema mudou sutilmente, mas ela tentou manter a compostura:
"O que é que eu fiz? Só penso no bem do Diretor Martins e da Família Martins. Se você realmente fizesse algo contra ele, aí sim seria a vergonha de toda a família!"
Jessica soltou uma risada fria:
"Pensando no bem da Família Martins? Você é boa em arrumar desculpas, parece até que sente orgulho de fofocar."
"Esse é o seu problema. Se não faz nada de errado, por que se importar com o que os outros dizem?" Dona Ema insistiu.
Jessica respondeu calmamente:
"Eu ando corretamente, mas não vou tolerar pessoas como você. Dona Ema, um conselho: acha mesmo que só porque está na Mansão Martins está segura? Você não passa de uma empregada. Não se ache tanto. Se um dia a casa te dispensar, aí sim vai estar perdida."
Dona Ema, inconformada, replicou:
"Eu trabalho duro aqui na Mansão Martins, sou muito melhor do que uma nora que ninguém quer por perto."
Ela ergueu o queixo, tentando dominar Jessica apenas pela postura.

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